Arquivo do mês: agosto 2013

OS VÍCIOS

Anos atrás, quando eu era mais jovem, costumava ir a um bar noturno para ouvir o pessoal tocar blues e rock. Fiz amizade com os músicos e comecei aprender a tocar gaita e cantar blues. Foi uma forma de diversão e expressão artística que vivenciei por poucos meses, mas com bastante intensidade durante essa época da minha vida. Quase todas as noites, de tanto tentar cantar e tocar blues, ao fechar os olhos, deitado em minha cama, começava a escutar melodias maravilhosas. Foi uma época legal, de muita criatividade, mas também de alguns desequilíbrios. Infelizmente, naquele ambiente, o excesso de emanações alcoólicas, de fumaça de cigarro, além da presença, nos “bastidores”, de certas drogas, demonstrava que a atmosfera psico-espiritual era bastante perturbadora. Isso não significa que o rock, o blues ou o barzinho, tão freqüentado por jovens, sejam sinônimos de desequilíbrio. Mas naquele caso, era.

Certa noite, já de madrugada, me vi projetado fora do corpo na porta do bar e logo percebi o que estava ocorrendo. Próximo à entrada havia um grupo de espíritos, alguns desencarnados e outros temporariamente projetados fora do corpo, como eu. Fui me aproximando e, então, vi um espírito, com a aparência de uns vinte e cinco anos, que me chamou a atenção. Ele tinha barba e óculos. Talvez inspirado por algum dos meus amparadores espirituais, cheguei perto dele. Quando ele me viu, fui logo reclamando: – Você é um espírito obsessor! Está me perturbando!
Ele continuou na dele, sem dizer nada, apenas me encarando. Então continuei:
– Por que você faz isso? Por que está fazendo a turma beber até “encher a cara”?
Para meu espanto, ele me respondeu com a maior naturalidade:
– Pare de ser hipócrita! Não sou eu que faço o pessoal beber e fumar! Eles bebem e fumam porque querem, eu apenas “curto” junto… dou uma forcinha!
Foi aí que “caiu a ficha” e percebi o quanto eu estava sendo infantil. É claro que todos somos responsáveis pelos nossos atos, não podemos responsabilizar os outros por isso. Temos que parar com esse “papo” de espírito obsessor. Então perguntei:
– E como você faz isso?
– É simples! Quando alguém fuma, por exemplo, chego bem pertinho da pessoa, quase abraçando-a, e aspiro a fumaça ao mesmo tempo.
Enquanto explicava, foi demonstrando. A impressão que tive, quando ele aspirou a fumaça, é que o perispírito dele se justapôs ao de um jovem que tragava um cigarro naquele momento, quase que “colando” nele.
Após esta curta conversa, voltei ao corpo físico e despertei. Rememorei bem o que ocorreu para não esquecer mais e, após uma prece de agradecimento pela lição recebida, adormeci.
Dias após este fato, parei de frequentar este bar. Ele mudou muito, não está como antes, mas a lição que aprendi me marcou profundamente.
Quantas vezes, numa atitude imatura, culpamos os outros pelos nossos fracassos? Quantos de nós não criamos obsessores imaginários para os responsabilizarmos por nossos vícios? Quando se fala em obsessor, logo vem à mente a imagem de um ser diabólico, malvado. Aquele espírito, que não era exatamente um obsessor, mas um co-participante dos desequilíbrios alheios, era muito inteligente e culto. Um artista e intelectual, só que desencarnado. Precisamos nos libertar dos preconceitos e perceber que um espírito só pode nos induzir com sucesso a fazermos algo se dermos abertura mental, ou seja, se o “mal” já existe dentro de nós. Só assim amadureceremos e assumiremos a direção do barco da nossa vida, não permitindo que ele se afunde nos momentos de tempestade.
Fonte: Revista Cristã de Espiritismo, edição 56.
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Religiões em mutação

As religiões têm que se adaptar à mentalidade das pessoas do terceiro milênio. As ideias teológicas de hoje não podem mais ser as mesmas do passado, pois a evolução cultural torna superados os conceitos antigos de Deus, e mesmo porque alguns deles foram impostos a ferro e fogo, e não pelo bom senso, a lógica e a razão. Daí os conflitos e a separação que surgiram entre a ciência e as religiões. Os cientistas diziam que a ciência cuidava do estudo da matéria, e que as religiões e os teólogos cuidavam do espírito. Foi Kardec que deu o primeiro passo para acabar com essa divisão entre a ciência e as religiões. Cientista que era, interessou-se por estudar os fenômenos que envolvem espíritos, que, com exceção dos espíritas, são denominados errada e supersticiosamente de sobrenaturais.
 
O espiritismo prega uma imortalidade dinâmica dos espíritos que, exatamente por serem imortais, se comunicam conosco. Já o cristianismo tradicional, de mãos dadas com o materialismo, age como se enterrasse não só os corpos dos que morrem, mas também os seus espíritos, pois têm horror por esse assunto! Mas eles só saem do corpo que volta ao seu pó (Gêneses 3: 19; e Eclesiastes 12:7). A Bíblia e as outras escrituras sagradas ensinam a realidade da comunicação dos espíritos dos mortos com os vivos. E se Moisés, não Deus, em Deuteronômio capítulo 18, proíbe o contato com os espíritos dos mortos, é porque tal contato existe mesmo, ou Moisés era doido de proibir o que não existe? A sua proibição se deve ao fato de as pessoas do seu tempo, de um modo geral, não estarem preparadas para a prática da mediunidade, ou faziam comércio com ela. E o próprio espiritismo recomenda, hoje, que não se pratique a mediunidade sem um conhecimento profundo do assunto.
 
Mas Moisés até elogia os profetas (a partir de Kardec, se diz médiuns) Medade e Heldade, os quais estavam recebendo espíritos que profetizavam através deles (Números 11: 24 a 30). Diz a Bíblia (Eclesiástico 46: 20) que Samuel profetizou até depois de morto, ou seja, já desencarnado! E Jesus e os médiuns ostensivos ou especiais Pedro, João e Tiago receberam a comunicação de Elias e Moisés que tinham vivido, já havia séculos, aqui na Terra. São Paulo nos mostra também essa prática da mediunidade: “Ó Deus, Senhor da glória, enviai-nos um espírito de sabedoria” (Efésios 1: 17). Prezados leitores, confiram esse assunto, também, nos capítulos 12, 13 e 14 de 1 Coríntios.
Mas os padres e, mais tarde, os pastores, usurparam o lugar dos médiuns, endemoninhando-os, perseguindo-os, anatematizando-os, e até os condenando à morte. É que esses dirigentes religiosos queriam e querem ser os maiorais perante as suas comunidades!
As religiões, no terceiro milênio, estão em mutação, pois as pessoas de hoje, cada vez mais, querem, como se diz, o preto no branco. Elas querem constatar o que é mesmo a sua crença, interpretando-a bem, e não raro, passam a contestá-la e a adotar outras crenças mais racionais.
E assim é que, hoje, muitas pessoas não se contentam com uma só religião, o que, aliás, é até bom!
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Desencarne na infância

Chega a duvidar da justiça divina e as perguntas constantes permanecem: Por que meu filho se foi tão jovem, cheio de vida, com um futuro promissor? Por que eu não fui em seu lugar? As indagações são muitas, mas a resposta só vem com o tempo.

A família tem que estar muito unida em um momento como esse. A religião é um bálsamo para a dor que, em certos dias, parece ser infinita. Temos que ser fortes e acreditar que nada acontece por acaso. A revolta e o descrédito em Deus não são justos. Há momentos na vida em que precisamos passar por determinadas experiências, para que possamos ter uma visão de vida diferente da que temos atualmente.

O desencarne de uma criança comove até as pessoas que mal conhecemos. Richard Simonetti descreve em seu livro Quem tem medo da morte?: “O problema maior é a teia de retenção formada com intensidade, porquanto a morte de uma criança provoca grande comoção, até mesmo em pessoas não ligadas a ela diretamente. Símbolo da pureza e da inocência, alegria do presente e promessa para o futuro, o pequeno ser resume as esperanças dos adultos, que se recusam a encarar a perspectiva de uma separação”.

Prejudicial ao espírito

As lamentações, o choro e a fixação no ente querido que desencarnou prejudicam sua reabilitação no plano espiritual, fazendo com que ele sofra vendo tamanho desespero de seus familiares. A oração é o melhor remédio para todos. Pedir a Deus que proteja e auxilie seu filho no plano espiritual é a maneira correta de lhe fazer o bem.

Reviver a tragédia que ocorreu no plano terrestre pode ser um martírio, pois, no plano espiritual, há toda uma equipe de trabalhadores dando o suporte necessário ao desligamento do espírito do aparelho físico. Além do mais, conforme explica Simonetti, “o desencarne na infância, mesmo em circunstâncias trágicas, é bem mais tranqüilo, porquanto nessa fase o espírito permanece em estado de dormência e desperta lentamente para a existência terrestre. Somente a partir da adolescência é que entrará na plena posse de suas faculdades”.

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: “Por que a vida freqüentemente é interrompida na infância”? A resposta dos espíritos é a seguinte: “A duração da vida de uma criança pode ser, para o espírito que está nela encarnado, o complemento de uma existência interrompida antes de seu termo marcado e sua morte, no mais das vezes, é uma prova ou uma expiação para os pais”.

Ernesto Bozzano, em Enigmas da Psicometria, escreve que não são desconhecidos os casos de mortes infantis nos quais o espírito já tenha progredido bastante para suprimir uma provação, mergulhando na Terra só com a finalidade de se revestir de elementos fluídicos indispensáveis ao perispírito desejoso de se preparar para a próxima reencarnação.

Com o tempo, você vai encontrando respostas para suas indagações. A lembrança daquele filho que se foi talvez nunca sairá de sua mente, mas sempre que pensar nele, pense com carinho, enviando boas vibrações, para que, onde ele se encontrar, possa sentir todo o amor que você emana.

Reencontro no plano espiritual

Em entrevista publicada na edição nº 11 da Revista Cristã de Espiritismo, Mauro Operti, quando perguntado sobre que mensagem daria às pessoas que perderam seus entes queridos e acreditam que nunca mais irão encontrá-los, respondeu: “Para estas pessoas eu diria que Deus não cometeria esta maldade de separar definitivamente dois seres que se amam. A essência da vida é o outro. Por que Deus juntaria num breve tempo de uma existência duas criaturas que se sentem felizes de estar juntas e depois as separaria pela eternidade? A certeza da sobrevivência que a prática espírita garante às criaturas está acompanhada da certeza da reunião daqueles que se amam depois da perda do corpo físico. Esta é a maior consolação que poderíamos desejar, mas não é só uma consolação piedosa, é uma certeza proveniente da vivência que, aos poucos, vai nos tornando mais seguros e menos propensos às crises de ansiedade e aflição que são tão comuns às pessoas hoje em dia. Temos certeza e sabemos, não apenas acreditamos”.

O Evangelho Segundo o Espiritismo diz que, quando Jesus falou “deixai vir a mim as criancinhas”, Ele se referia ao fato de que “a pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade, excluindo todo pensamento egoísta e orgulhoso”. Explica ainda que “é por isso que Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como a tinha tomado para o da humildade. Somente um espírito que tivesse atingido a perfeição poderia nos dar o modelo da verdadeira pureza. Mas a comparação é exata do ponto de vista da vida presente, pois a criança, não podendo ainda manifestar nenhuma tendência perversa, oferece-nos a imagem da inocência e da candura. Além disso, Jesus não diz de maneira absoluta que o reino de Deus é para elas, mas sim para aqueles que se lhes assemelham”.

 Artigo publicado na edição 13 da Revista Cristã de Espiritismo

Fonte: http://www.rcespiritismo.com.br

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Influência oculta

Nesses comentários, o que eu realmente vejo são as pessoas fugindo de assumir a responsabilidade sobre suas vidas, de encarar a realidade e o pior, culpando os outros pelos seus desencontros e suas decepções. Um dos bodes expiatórios mais populares são os espíritos. Coitados deles! São responsabilizados por tudo; da dor nas costas à queda de cabelo, é mole? Mas é verdade gente! Ninguém quer encarar a realidade de que são elas próprias que constroem o próprio destino.

Nas minhas viagens para realizar palestras e no meu programa de rádio eu costumo escutar coisas do tipo: “meu marido bebe por que tem um espírito que faz ele beber”; “meu marido não deixa a outra mulher por que ela botou um encosto nele” e ainda “um espírito entrou em mim e eu quebrei tudo lá em casa”. E, pasmem, na maioria das vezes elas são espíritas e justificam todas essas asneiras usando a questão 459 de O Livro dos Espíritos, quando Allan Kardec pergunta: “Os espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?” Respondem os espíritos: “Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem.”. Elas não estudam com profundidade o Espiritismo e nem refletem coisas básicas do tipo: como se processa essas influências? Que leis regem essas influências? E até onde vão essas influências?

Mas a espiritualidade não nos deixa dúvidas. Quem realmente estuda, aprende que as influências espirituais são regidas pela lei de sintonia e afinidade, que somos nós, com as nossas atitudes mentais e comportamentais que atraímos os espíritos evoluídos ou os atrasados para junto de nós, e que como tudo na vida, isso tem conseqüências e às quais não poderemos fugir. Pois como diz o espírito Joanna de Ângelis, no seu livro Plenitude: “Somente há obsessão e sofrimento, por que se elegem os comportamentos doentios em detrimentos daqueles outros positivos”. Não são eles que nos trazem os vícios e as paixões, mas somos nós que, com os nossos vícios e paixões, atraímos as companhias espirituais desequilibradas. Temos livre-arbítrio e ninguém, seja espírito encanado ou desencarnado, conseguirá nos influenciar a fazermos uma coisa a qual não queiramos. Culpar os espíritos pelas nossas falhas é fugirmos de encarar a realidade e a necessidade de dirigirmos a nossa própria existência.

O próprio Allan Kardec nos chamou atenção em O Livro dos Médiuns a “evitar atribuir à ação direta dos espíritos todas as nossas contrariedades, que, em geral, são conseqüências da nossa própria incúria ou imprevidência”. Você continuará sempre sendo o que você faça de você. A influência espiritual existe e existirá de acordo com o que você é, e não determinando o que você será. Portanto, não culpe os espíritos pela bebida, pela traição e pelos desequilíbrios que, na maioria das vezes, eles são meros coadjuvantes e você a estrela principal, pois é você quem escolhe os pensamentos, quem escolhe as atitudes e quem desencadeia os fatos.

Reflita antes de culpar os espíritos, porque se você for investigar a origem e a causa das obsessões, as encontrará em você mesmo. É você quem abre a fresta e dá espaço a influência negativa ou quem eleva o pensamento e sintoniza com a espiritualidade maior agindo sempre da melhor maneira possível. É hora de mudarmos a postura e entendermos as verdades básicas da vida. Você está onde você se põe. Só quando assumirmos o compromisso de cuidarmos de nós mesmos é que conseguiremos viver a felicidade que tantos sonhamos. Felicidade que não é privilegio, nem dádiva. Felicidade é conquista de quem escolheu ser feliz.

Fonte: http://www.rcespiritismo.com.br

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Desigualdade das riquezas

 

Nas questões 808 a 816 de O Livro dos Espíritos há um estudo sobre o assunto que, apesar de sintético, somente nove questões, é bastante abrangente, esclarecedor, e serve de alerta para todos nós.
 
Fica claro que a igualdade da riqueza é uma utopia e algo impossível de se realizar, porque a riqueza é consequência das ações do homem. Não se pode pretender que o preguiçoso e o trabalhador tenham o mesmo sucesso. A não ser por meios escusos. Não se admite que o líder, inteligente, possa ser contemplado igualmente ao que ainda não tem condições de discernimento e, por enquanto, precisa ser comandado.
 
O homem equivocado crê que a distribuição equitativa de todos os bens do mundo seria a solução. No entanto vemos o fracasso do comunismo. E mesmo os kibutz de Israel não passam de um paliativo para abrigar os de menos capacidade. Uma interessante forma de caridade com os menos competentes. Socializam seus poucos bens para que nada lhes falte. Parece bom, mas não se pode esperar o mesmo estímulo de quem ganha pelo esforço e pela produção.
 
O que o texto deixa bem claro é que a riqueza nada tem de mal, de per si, mas o seu uso é que causa danos ou conforto moral ao seu possuidor. As riquezas chegam às mãos dos homens, pelo trabalho, por heranças corretamente construídas ou deixadas por herdeiros que a  acumularam de maneira desonesta. As questões acima tratam das várias opções e deixam claro que não importa como a riqueza chegou às mãos de uma pessoa, mas o que ela faz dessa riqueza.
 
Cita um exemplo importante quando pergunta se alguém sabendo que o dinheiro que chegou às suas mãos tem origem na desonestidade se ele é culpado por usá-lo. E ele não é, se o usar bem. Poderá servir, inclusive, de alívio para o desonesto que morreu e agora se dá conta dos equívocos cometidos. Desencarnado e percebendo que toda a sua ganância resultou em nada, porque na espiritualidade já não precisa da fortuna, sente-se oprimido pelas dores da consciência que o cobram pelos desmandos realizados e pela infelicidade que tenha causado a muita gente. Caso perceba que seu herdeiro está dando bom aproveitamento ao dinheiro deixado, sente-se redimido e agradecido pelo gesto do seu beneficiado.
 
Muito interessante essa análise para mostrar que ninguém é culpado por erros alheios, mas apenas pelas suas próprias falhas. Mesmo sabendo que a riqueza que lhe chegou às mãos tem origem suja, poderá reparar e dar a ela um valor divino. Enquanto o outro comprava luxúria, o herdeiro, com o mesmo dinheiro, distribui caridade. Enquanto o primeiro entesourava, o que recebeu a dádiva sabe distribuir, dividir, minorando as dores do próximo.
 
Funciona com dito na parábola dos talentos. Não é a riqueza em si que está em julgamento, mas a aplicação boa ou má que o homem faz dessa riqueza.
 
Como sempre, a beleza do Espiritismo está ai para solucionar assuntos de aparente conflito, mas que são envolvidos por toda lógica e, acima de tudo, por puro bom senso. “A cada um segundo suas obras”, já aprendemos com Jesus: em Cesareia de Filipe, após interrogar seus discípulos acerca do que diziam os homens a seu respeito, Jesus declara: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27).
 
Não há injustiças sobre a Terra, porque ninguém está pagando dívidas alheias ou que não tenha contraído. Essa é a verdadeira justiça e, portanto, exige de nós resignação diante dos problemas que enfrentamos; porque são os nossos problemas. Ninguém os causou-nos. Nós os criamos. Somos herdeiro e herança da nossa própria vida
Por Octávio Caúmo Serrano
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Pudim de chocolate faz tudo valer a pena

 

 

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Se você perguntar para uma mulher o segredo da felicidade instantânea, há grandes chances de ela responder que é o chocolate. No caso do novo filme da JELL-O, a felicidade instantânea é, claro, um pudim de chocolate. E não é uma mulher quem diz isso, mas um homem que explica ao filho as razões de ele gostar tanto do produto. É aí que a história começa.
“Imagine acordar toda manhã com um pouco menos de cabelo. Depois, dirigir para o trabalho no trânsito pesado. Apenas para descobrir, quando chegar lá, que o projeto que você trabalhou durante um ano de repente foi cancelado…”
É claro que o pudim de chocolate faz tudo isso valer a pena no final das contas, mas o verdadeiro destaque deste comercial é o garotinho, que ouve o pai atentamente e coloca tudo sob sua perspectiva.
Ótima produção, com doses de fofura capazes de deixar o dia de qualquer pessoa melhor. A criação é da CP+B.

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Viva como seu avô vivia, recomenda Coca-Cola

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Em mais um esforço para incentivar um modo de vida mais saudável entre seus consumidores, a Coca-Cola está lançando um novo filme, recomendando que as pessoas vivam como nossos avós viviam. Grandpa usa o recurso da tela separada ao meio para contar a história de dois homens, um dos anos 1950 e outro da época atual.

O cotidiano dos dois, em si, não muda muito: ambos acordam cedo, tomam café da da manhã, vão trabalhar, almoçam, voltam para casa, jantam…. A grande diferença está na forma em que eles fazem essas coisas. E, é claro, que na época do vovô ele ia de bicicleta ao trabalho, comia frutas em vez de salgadinhos e café (ironicamente um dos grandes vilões da época moderna), parava para almoçar, etc.

Ao som de It’s Not Unusual, de Tom Jones, de repente a gente se vê desejando ter vivido nos anos 1950, mesmo… A mensagem final recomenda:

“Viva como vovô vivia: mexa-se mais, viva melhor, vá com calma e não se esqueça de aproveitar a vida”.


Fonte: http://www.brainstorm9.com.br

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Aos pais de ontem, de agora e do futuro

(Este texto é dedicado aos pais, queridos irmãos
em busca do progresso e aprimoramento.)
 
        Na maioria dos casos, a figura paterna é a luz que enlaça com segurança, é o amor de um jeito mais contido a preencher o universo do filho, é a palavra decisiva para novos e melhores rumos, é a paciência um pouco mais reduzida, no entanto, existente para as orientações necessárias.
        Quando se fala a palavra “pai”, ressoa a firmeza no ser falante, e no ouvinte, a satisfação de ter um outro ser que precisa; que copia; que tem o seu herói não só na ficção de livros e filmes, mas em casa, ao seu lado.
      Sabe-se que nem todos os pais ainda conquistaram as características paternais supremas, porém se sabe também que, aos poucos, todos as conquistarão.
       Esse pai é o irmão que está no mesmo regaço familiar para aprender, desenvolver, resgatar, amar, perdoar e ser perdoado; o pai de cada lar é o próprio para aquele núcleo. Em tempo algum se existiu o acaso, mas sempre existirão as verdadeiras razões a se seguirem.
     O Pai do alto, luz incomparável, sublime e amorosa, nos felicita com todo ensinamento para um percurso mais leve e proveitoso iniciando sempre na família que nos recebeu e nos aceitou, com a qual nos comprometemos.
       “Abraçai-vos como irmãos que sois.” E meu pai, neste tempo, é o irmão que tanto amo, respeito e admiro; é a decisão perante minha indecisão e inexperiência; é a alegria de quando, a casa, retorno, o forte abraço dou e recebo… é simplesmente e totalmente meu pai nesta caminhada.
        Que os filhos compreendam o valioso lugar de seu pai; que preservem a tolerância diante das opiniões um pouco distintas; que respeitem a atual hierarquia de um lar; que relevem os possíveis equívocos cometidos pelo patriarca e busquem a compreensão por meio da luz terna do alto; que amem imensamente, sem a exclusiva preocupação de só amar se antes forem amados; aliás, como deveria ser em todo encontro de almas… de espíritos.
       O filho compreenderá o pai quando aquele se tornar este. A cada um é dada a oportunidade de crescimento. Vários são os papéis imprescindíveis para a lapidação real.
      Hoje estamos filhos, e hoje os pais estão pais. Que Deus, nosso Pai e Criador, ampare todos os pais deste tempo e os que o serão no futuro.
         E que os filhos de agora o enxerguem como o irmão da jornada espiritual no papel de pai e possam senti-lo com amor, respeito e entendimento precisos, pois o pai de agora pode vir a ser o filho do lar que hoje nos recebe.
(Cínthia Cortegoso)
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Com marionetes, Coca-Cola conta que movimento é felicidade (e vice-versa)

Poderia ser só mais um dos vários comerciais da Coca-Cola que pregam um estilo de vida saudável, nessa época de caça implacável às calorias, mas é uma doce história com uma charmosa estética e música chiclete.
Com marionetes, o filme viaja no tempo para mostrar a felicidade de um pai, que é feliz porque se movimenta, e se movimenta pois é feliz.
A produção é da sempre competente Nexus, que aqui trabalhou com o estúdio Anarchy, responsável pelos cenários e bonecos, com criação da The Cyranos para a McCann.

Fonte: http://www.brainstorm9.com.br

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Crianças invisíveis contam sua história em nova campanha da Unicef

Todos os dias, milhares de crianças são vítimas da violência ao redor do mundo. Algumas delas tem seus nomes reportados no Daily Abuse. Outras permanecem anônimas, e até mesmo invisíveis, como na nova campanha da Unicef. Narrado por Liam Neeson – embaixador da Unicef desde 1997 -, o filme percorre cenários onde ocorreu algum tipo de violência, sem mostrar quem a sofreu ou quem a causou.

Segundo o diretor Jonathan Notaro, da produtora Brand New School, a ideia era criar imagens perturbadoras de local onde a violência ocorreu – mais ou menos como o cenário de um crime a ser investigado pelo CSI -, deixando o ato em si implícito, mas permitindo que o espectador tirasse suas próprias conclusões a partir das histórias contadas por Neeson.

“Independentemente do país de origem ou experiência, todas as pessoas vão concluir sua própria poderosa e comovente história, que esperamos incentivá-los a agir”, diz Notaro.

Realmente, é uma mensagem bastante poderosa, que segue ao pé da letra a ideia de que em muitos casos menos é mais.

A criação é da agência Naked.

 

Fonte:http://www.brainstorm9.com.br

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