Arquivo do mês: janeiro 2014

As pessoas com quem nos associamos influenciam diretamente no nosso comportamento

Uma das coisas mais importantes que podemos controlar são as nossas associações:
 nossas escolhas de quais tipos de pessoas permitimos em nosso mundo, com quem vamos investir nosso tempo, e que vamos compartilhar ideias, informação e educação.
As pessoas ao nosso redor raramente têm efeito neutro. Elas querem facilitar nossa realização, minar ou sabotar nossas crenças e filosofias.
A primeira tática da associação útil é a eliminação de pessoas tóxicas e que nos sabotam.
Não é algo fácil de encarar o fato de um amigo, membro da família, empregado ou fornecedor, interferem ou desaprovam nossas crenças e realizações.
É importante encarar esses fatos e agir sobre eles, porque quanto mais tempo você passar com as pessoas que são inúteis, desprovidas de fundamentos, desrespeitosas, invejosas, rancorosas, ou totalmente prejudicial a você, menos valor tem o seu tempo.
Essas pessoas não apenas prejudicam os minutos em que passam junto com você. Elas também podem prejudicar e bloquear todos os pensamentos, afirmações e atos de outras pessoas.
Parafraseando um provérbio chinês, se você deitar-se com cães sem raça definida, mesmo para um cochilo, você acorda com pulgas que te acompanham onde quer que você vá.
Cuidado ao se relacionar com pessoas tóxicas.
Ideias, crenças opiniões e hábitos funcionam da mesma maneira. Mesmo se você estiver se associando apenas ocasionalmente ou brevemente com alguém que é intelectual ou emocionalmente tóxico, ou alguém irresponsável ou incompetente é tempo suficiente para você contrair pulgas.
E, se a criatividade ou pensamento, ou desempenho construtivo de seu trabalho é diminuído, você está perdendo o valor do seu tempo.
As pessoas que são prejudiciais não fazem isso necessariamente com má intenção. Todas elas podem ser pessoas boas, mas isso não significa que sejam boas para você.
Um delicioso bolo de chocolate não faz bem a um diabético. Na verdade, é um veneno.
Associar-se a alguém que está sempre empurrando um bolo para você, dizendo que basta comer um pequeno pedaço e está tudo bem, é totalmente suicida.
Há muitas maneiras de uma pessoa ser tóxica e venenosa. Para algumas pessoas as brigas entre funcionários é totalmente tóxica para a empresa, por exemplo.
Tem também, as famosas pessoas “nós já tentamos isso antes”. Se fosse por essas pessoas, nós não teríamos eletricidade porque Edison teria se limitado apenas a 1 tentativa.
Há também a crítica construtiva, sempre fazendo você se sentir inadequado ou indigno, sob o pretexto de ser um aliado com advertências  se preocupando com você.
Por outro lado, a associação com pessoas construtivas, criativas, inspiradoras e encorajadoras pode fazer muito para reforçar a sua performance, tornando o seu tempo mais valioso.
Cada minuto do seu tempo é feito mais ou menos valioso devido a condição da sua mente, e ele está constantemente sendo condicionado pelas suas associações.
O empreendedor é particularmente suscetível a ganhar ou perder o poder da associação, porque tem tantas responsabilidades diversas e muitas vezes opera sob pressão, coação e urgência.
Jogar este jogo em um estado mental comprometido, enfraquecido ou ferido por ideias pobres e atitudes semeadas na mente por conta de associações é extremamente difícil.
Simplificando, você quer restringir e reduzir deliberadamente a quantidade de tempo que te deixa vulnerável ao pensamento ou às associações aleatórias, e reduzir drasticamente a quantidade de tempo dado a pessoas que não terão nenhuma contribuição positiva, além de poder fazer mal às nossas atitudes.

As pessoas com quem nos associamos nos contaminam com seus pensamentos.

Isso significa que você só pode passar tempo com pessoas que estão em completa sintonia com você?
Não. Na verdade, se isolar apenas com pessoas que pensam como você pode ser perigoso.
É preciso aumentar deliberadamente a quantidade de tempo dirigido às escolhas associativas que fazemos, buscando amizades e relacionamentos construtivos. Você quer se associar com empreendedores e vencedores.
Esta é uma força inspiradora que se traduz em picos de desempenho e torna o seu tempo muito mais valioso.
 
 
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Como o trem que retorna à estação

Talvez fosse ritual ou disciplina aprendida. No entanto, verídico era todo dia o homem chegar ao mesmo exato minuto, girar duas vezes e, junto do apito do trem, pisar o pé direito na cozinha de sua casa.
Na primavera das flores, no verão escaldante, no outono do aconchego ou no inverno do recolhimento passou a ser assim, desde o tempo em que ele começou a residir solitariamente no endereço. A cadência metódica era bastante peculiar.
Não mais ouvira o balbuciar das palavrinhas graciosas do menino mais novo; a filha maior, ah… esta também não entrava, não saía, não mais brincava no quintal. A esposa não mais o esperava para o almoço menos ainda para o jantar. A vida estava sem a graça que a torna grandiosa.
Apenas um ponto positivo restara: o cão de rua que o acompanhava no trajeto passou a ter um lar. Eram o homem e, agora, o seu cão. E como este era leal!
Quando nunca se teve uma casa para morar e se é convidado a ter comida, teto e um pouco que seja de carinho, o tapete em frente à porta já é um palácio para se alegrar. Religiosamente, lá estavam o homem e o seu cão; este, dessa forma, sentia a segurança que conhecera a partir de agora e aquele podia, superficialmente, reviver mais um minuto de carinho e aconchego. O cão o olhava nos olhos, nos olhos do seu companheiro.
Os olhares se entendiam; as palavras soavam muito pouco no ambiente familiar; na verdade, era apenas o lar de um homem e de um cão.
Mesmo que os dias se multipliquem e os anos perdurem, o sentimento de um ser humano não possui regras exatas como a matemática, nem estruturas coerentes pertencentes à formação de um idioma. O sentimento humano chega, muitas vezes, ao extremo da incompreensão alheia e pura coerência ao protagonista em questão.
Depois do último domingo do mês de maio às quatro horas da tarde do ano passado, a vida do homem tanto se transformara como se saltasse do Hemisfério Norte para o Hemisfério Sul. No seguinte domingo atual, completaria o ciclo de um ano o ocorrido.
Ele sentou-se na única cadeira da tímida varanda em frente à edícula onde morava. O cão sempre o acompanhava. E olhando com mais atenção, ele notou uma pequenina flor mesclada de branca e rosa bem rente ao muro.
Não se conteve e precisou apreciá-la de perto. Lembrou-se de que não a vira antes, agora já estava formada e linda, e pensou: “Quanto se perde com a falta de interesse, de entusiasmo pela vida”.
E tão introspectivo o homem estava. O cão copiava o sentimento humano.
O homem admirou a formosura da flor e se encantou ainda mais pela força, persistência e fé daquela pequenina. Grande exemplo.
Sentiu-se como a flor – sozinho – e aprendeu que precisava de mais determinação e amor pela vida, pois a conquista depende da atitude.
Olhou-a mais um pouquinho, levantou-se, alongou a coluna e voltou para a cadeira reservada na varanda. O cão também voltou e deitou-se bem ao lado.         
Os dois passaram a apreciar o movimento da rua, a gostar de analisar o céu e a acompanhar o voo do pássaro até o seu desaparecimento.
Nesta tarde enfastiada, palminhas bateram ao portão. O homem olhou para a identificação das palmas. Por alguns segundos, ele não respirou, mas seu coração continuou a bombear; em sua mente, e uma extensa história se apresentou em curtos instantes.
– Papai… sou eu… Maria!
Os olhos paternos se emocionaram.
– Papai… abre o portão!
O homem não sabia nem se levantar da cadeira. A surpresa foi gigantesca, mas, enfim, conseguiu. Ele se encaminhou ao portão; o cão parecia compreender a tão situação delicada e foi no mesmo ritmo das pernas humanas.
A mão direita alcançou o trinco e abriu.
Sem palavras, a filha Maria o abraçou pela cintura. Apertou-o forte de saudade, de tristeza por estar ausente por todo esse tempo; ela soluçou de emoção, estava ao lado do pai.
Também o filho menor se jogou para os braços do pai; o menino era pequeno, no entanto, recordava-se dos olhos protetores.
O pai o pegou e o afagou com amor renovado. Filhos e pai estavam juntos e enlaçados pelo profundo sentimento.
A mãe observava de cabeça baixa; nada podia falar. Sua consciência a castigara, palavras eram dispensadas.
Quase um ano de padecimento implacável; noites em claro, peso perdido, olhos sem brilho, coração sem sentido. Uma família desfeita; desalento de quatro corações.
O homem, afogado na sua dor, respirou fundo, olhou para o céu, entendeu que a vida é eterna e o tempo para cada ação, efêmero. Não possuía o direito de julgá-la, era ainda sua esposa e, definitivamente, mãe dos seus filhos.
Nesse quase um ano de reflexão, compreendeu que nem toda atitude será compreendida; cada coração tem seus desejos e suas razões. 
E a esposa se iludiu com uma nova vida, um novo amor. A ilusão foi tão descomedida que arrastou outros três companheiros para o mar da desilusão.
Mas o céu sempre está à espreita dos acontecimentos e, em sua grandeza, pode enxergar todos os atos realizados e prever os que ainda são só pensamentos.
Então, o homem, com o filho no colo e a filha abraçada a sua cintura, pôde também com o braço esquerdo, mesmo lado do coração, abraçar a mulher e, como uma família nova e completa, eles e mais o cão buscaram a casa simples e pequena, aconchegante e amorosa, sustentados pelo ato do perdão.  
 
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‘Os bens materiais…’

É muito difundida hoje a verdade de que os bens materiais são do ter, e que eles são inferiores aos do ser, que são os espirituais e morais.
  

O símbolo do ter é o dinheiro. Todo homem normal, durante toda a sua vida, tem a ideia fixa de uma busca intensa do dinheiro. Nós até nos tornamos profissionais de atividades com as quais nós o ganhamos. Aliás, ele é um ganho indispensável para o nosso próprio sustento e de nossa família. E hoje, com a evolução do mundo moderno, a mulher também se uniu ao homem na busca profissional do dinheiro.

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E o sonho de todo mundo é ganhar uma bolada em dinheiro vivo e rápido, por exemplo, nas loterias. E porque as pessoas, de um modo geral, só pensam mais mesmo é nele, elas se esquecem da busca dos bens espirituais ou do ser, que são de fato os mais importantes, pois são desses bens que elas vão tirar proveito para o seu espírito imortal, depois da morte inevitável do corpo.

 

Mas a busca das coisas do ter, desde que não sejamos escravos delas, é normal, necessária e até sagrada na nossa vida. O comunismo fracassou exatamente porque o sonho de toda pessoa é ser rica. Além disso, esse regime colocava os bens materiais nas mãos duma minoria formada pelos mandatários do poder e dos apadrinhados do seu partido. E, se o lucro da produção não era dos produtores e industriários, ninguém tinha interesse em aumentar a produção e menos ainda em aperfeiçoá-la. O resultado foi, pois, que esse regime acabou emperrando o progresso e a economia dos seus países. Pode-se dizer que o comunismo foi um capitalismo estatal pior do que o capitalista, pois, além de se tratar de um patrão todo poderoso, ou seja, o Estado, ele era ligado às coisas egoísticas do ter, e limitava a liberdade dos seus cidadãos. É que os patrões desses regimes tinham também, tais quais os patrões capitalistas, uma sede dos bens materiais ou do ter. E isso porque, na fase atual da nossa evolução humana terrena, todos nós somos egoístas.

 

Estamos sempre em busca da satisfação do nosso ego, que só quer pensar mesmo na posse dos bens materiais. Daí que o excelso Mestre, conhecedor das nossas mazelas, nos aconselha a buscarmos, em primeiro lugar, as coisas do Reino dos Céus, isto é, as do ser, do espírito (Lucas 12: 31).

 

Mas como foi dito, a busca desses bens materiais ou do ter é normal, a não ser que ela seja feita por meios desonestos e ilegais, isto é, em desacordo com os princípios morais e espirituais do ser.

 

Realmente, se buscarmos em primeiro lugar as coisas espirituais ou do ser, mesmo que busquemos também com intensidade as do ter, está tudo bem conosco. É que, com o aumento dos próprios bens materiais do ter, nós podemos aumentar também os nossos bens espirituais do ser, já que podemos praticar mais obras boas, com o que o mundo se tornará um mundo de menos sofrimento e de mais amor. E é isso que Deus quer de nós!
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