Arquivo do mês: fevereiro 2014

Pais, escola e alunos: qual o papel de cada um?

 professor aluno

Todo ensino depende de princípios. E para que um professor possa ensinar princípios é necessário que ele tenha discernimento de quais princípios regem sua profissão, desta forma poderá vivenciar em seu dia a dia de trabalho valores e virtudes que venham de encontro com tais alicerces.

Mas o que é ser professor? Há muitos livros que tentam responder a esta pergunta, já foi dito que é um dom, como se fosse uma capacidade além da pessoa. Mas tal como qualquer outra profissão ela requer habilidade, mas não é um dom e sim uma decisão. Decisão esta que engloba: trabalho, treinamento, disposição para lidar com pessoas, o que exige amor ao próximo, tolerância e respeito às diferenças.

Estes são os princípios da profissão de educador: é ensinar com amor. Pois conteúdos só podem ser aprendidos numa relação afetiva, caso contrario, serão apenas assuntos decorados. Conhecidos mas desconectados de aplicação. Para um aluno desenvolver um conhecimento ele precisa gostar, se identificar com aquele conteúdo e estes sentimentos são produzidos no aluno através da figura do professor.

Da mesma forma há princípios que regem toda as escolas. O mais básico – e, ironicamente, o que estamos distantes na atualidade – é do entendimento de que a escola é uma instituição afetiva. Sim, a escola é uma empresa, mas se baseia num compromisso ético de ensinar e a ética do ensino esta totalmente ligada a ética do cuidado. Não se pode ensinar sem cuidar, um não ocorre sem o outro. A criança quando entra na escola precisa ser cuidada por este espaço, por isto a escola complementa a família. É um lugar de intimidade entre professor e aluno, e entre alunos, onde amizades são construídas e vivenciadas. As questões emocionais que a criança vive em casa repetirá na escola e será a postura dos educadores ali presentes determinantes para sua resolução.

A escola é um espaço de cuidado e não só de aprendizado. As escolas antigas, gregas principalmente, baseavam-se nesta premissa. As pessoas se reuniam para aprender a pensar, falavam de duvidas sobre a constituição do universo, da Terra, das estrelas e etc. não havia material didático, nem quadro negro e muito menos sala de aula, mesmo assim, as pessoas tinham sede de aprender. Os avanços para a formação do espaço escolar foram importantes e são necessários para que a educação avance. Porem, foi-se esquecendo de que crianças são incultas, não sabem das coisas e precisam aprender inclusive a ser cidadãos dentro da escola. O que só pode ensinado de forma afetiva.

Ainda mais quando a entrada na escola se dá cada vez mais cedo. Bebês tem ido para a escola, e se este não for um espaço amoroso que seres sairão dali? Não há desenvolvimento emocional sem convivência afetiva e isto requer pessoas que se dediquem a cuidar dos pequenos, antes dos 13-14 anos de idade uma criança não sabe se cuidar sozinha e por isso precisa tanto de pais presentes, como de professores influentes. Que gostem de sua profissão e gostem, principalmente, de crianças.

Tudo precisa ser aprendido – como brincar, como socializar, o que são limites, quais seus direitos e deveres. A criança não entra na escola sabendo tais coisas, ate mesmo porque o ambiente familiar atual não proporciona esta socialização. As famílias hoje são pequenas, com poucos filhos, sem quintal, então é dentro da escola que a criança aprenderá a dividir, compartilhar, esperar, se frustrar.

Os berçários e pré-escolas tem um papel, desta forma, fundante no desenvolvimento da criança. Que vai muito além da educação pura e simples.

Por esta razão os pais precisam buscar um ambiente que venha de encontro com seu jeito de ser, nem toda escola serve para toda criança. A escola é extensão do lar, tem que ter valores parecidos com os que os pais pregam em casa. Se a escola têm outra visão de mundo o espaço familiar e escolar não se completarão e com isto a criança sofre, a escola sofre e os pais sofrem.

A escola é um espaço lúdico que possibilita o brincar, interagir, expressar-se. Pincipalmente na primeira infância, que é brincando, socializando que a criança desenvolve afetos. O foco deve ser em desenvolver capacidades, mais do que transmitir conteúdos. Pois quando a criança entende as capacidades que têm e quais são suas habilidades, saberá usar o aprendizado a seu favor. Isto envolve professores atentos, dispostos e dedicados. Mas o resultado são crianças mais calmas, obedientes e satisfeitas.

Pois quando a escola é este espaço afetivo a criança cria vínculos com as pessoas e as coisas existentes ali. Desta maneira, a escola passa a ser vista como algo bom, desejável e agradável. Não é um espaço de depósito, onde os pais deixam as crianças para trabalhar, nem um meio para chegar ao vestibular, a escola tem como fim maior desenvolver a capacidade de pensar, de se relacionar socialmente, de despertar o desejo pelo conhecimento e por querer uma profissão. Nada disto pode ser desenvolvido num espaço sem afeto.

Há grande necessidade de pais e escolas manterem um dialogo próximo e profundo. Claro, que, infelizmente, esta não é a realidade da maior parte das escolas. O que é um pena e uma grande perda para todos. Pois há uma grande diferença entre família e escola: a escola tem início, meio e fim; enquanto que a família é eterna. A escola ficara na lembrança do adulto, podendo marca-la de forma positiva ou negativa. Mas os pais serão presentes na vida dos filhos enquanto eles viverem, mesmo depois que os pais falecem seus exemplos e ensinamentos se mantem atuantes na vida de um filho.

Então quando os pais conseguem demonstrar ao filho o quanto desejam e respeitam o espaço escolar, criam uma semente para que a criança também goste deste espaço. E posso tolerar as regras ali existentes.

Os pais precisam entender que a escola é um desejo deles para os filhos. A escola proporciona o que os pais não podem: a educação e a socialização. É onde a criança aprende  coisas, se socializa e organiza sua personalidade. Quando há afetividade neste processo o aprendizado pode ser aplicável. A educação não fica maçante, ao contrario torna-se desejável. Por isso os pais precisam escolher a escola, conhece-la, visita-la, serem presentes neste espaço. A escola realiza o desejo dos pais, mas o pais não podem realizar os desejos da escola:, por esta razão é necessário que pais e professores conversarem muito, que tenham um dialogo aberto e franco.

Quando a escola conhece o ambiente familiar, as vivencias e dificuldades da família pode orienta-los e os pais podem ser ajudados no processo da educação do filho. É desta maneira que o espaço escolar torna-se afetivo, completando a família. Um trabalho de união e não de separação.

Fonte:http://blogs.odiario.com/fernandarossi

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Geração de herdeiros

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Estamos numa época em que crianças, adolescentes e jovens se acham com tantos direitos que não aprenderam que a vida é cheia de deveres. Uma geração que espera coisas, quer coisas, ganha coisas, mas não tem noção do que é preciso fazer para alcança-las. É uma geração de herdeiros, só quer receber, sem fazer por onde. Uma geração que apanha da vida para aprender a ser adulto. Os indivíduos que estão entrando na vida adulta hoje são em sua maioria pessoas frágeis, que não aguentam frustração, não toleram o não, e não sabem pagar o preço para ter e ser o que desejam. É a geração fast-food: pede-recebe, com pouca espera e sem o mínimo esforço.

O triste é que a culpa não é deles, mas da falta de pais que ensinem os deveres. E pais assim tem existido já a algumas décadas. Na tentativa de romper com o padrão rígido que existia nas famílias de antigamente, os progenitores caíram no oposto, ficaram amigos dos filhos e não pais.

O pai que corrige o filho na infância constrói adultos fortes, contudo os pais hoje se sentem mal quando corrigem, sentem que estão machucando o filho quando lhe impõem limites, quando lhe dizem não. Ver um filho chorando se tornou algo a ser evitado. Mas pais lembrem-se: é melhor chorar agora do que quando adulto! O choro da criança pode ser acolhido, cuidado e assim ele entender que não é uma maldade o não que esta recebendo e sim parte de uma vida onde se é cuidado.

Não esperem chegar a adolescência, nesta fase os pais se assustam com o que criaram e tentam aqui por os limites. Não que seja tarde, mas será muito mais sofrido, para todos!

Fonte: http://blogs.odiario.com/fernandarossi/

 

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Depois da tempestade, aguarde outras

Palavra originária do termo latino proverbiu, dá-se o nome de provérbio à máxima ou sentença de caráter prático e popular, comum a todo um grupo social, expressa em forma sucinta e geralmente rica em imagens. Provérbio é o mesmo que adágio, ditado, exemplo, refrão, rifão.
“Casa de ferreiro, espeto de pau”, “Quanto maior a nau, maior a tormenta”, “Depois da tempestade vem a bonança”, eis exemplos de provérbios conhecidos e utilizados com frequência pelas pessoas que moram no Brasil.
Segundo o jornalista Ariel Palacios, o último citado – “Depois da tempestade vem a bonança” – é utilizado também em muitos países do Ocidente; contudo, na céptica Rússia o ditado é grafado de forma diferente, porque os russos preferem dizer que “depois da tempestade… vem a inundação”, um pensamento que, de acordo com o jornalista, seria igualmente comum ao povo argentino.
Na internet o provérbio em causa já suscitou comentários e brincadeiras interessantes.
Alguém postou a pergunta: “Depois da tempestade vem a bonança?”
Um internauta respondeu: “É o que dizem”.
Outro escreveu: “Está errado; depois da tempestade vem a enchente…”
A psicóloga Fernanda Rossi postou em seu blog, sobre o assunto, um belo texto intitulado “Depois da tempestade vem o sol”.
Eis o que ela escreveu:
“Há momentos na vida em que as situações se tornam tão complicadas, tão dolorosas, que nossa tendência é acreditar e, principalmente sentir, que nunca sairemos daquilo. Vêm a angústia, o desespero, o medo, enfim uma multidão de sentimentos, que, se não cuidamos, tomam conta de nós e trazem prejuízos ainda maiores, pois acabamos por agir por impulso.
Uma colega de profissão me disse outro dia que temos uma nuvem negra dentro de nós, que obscurece nossos pensamentos e nos leva a comportamentos dos quais depois nos arrependemos. Contudo, se na hora da dor aprendemos a não tomar decisão, a esperar a poeira a baixar, a emoção se acalmar, a chance da ação ser assertiva é muito maior. Esperar é angustiante, mas viver as consequências pode ser ainda pior.
A Bíblia diz que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer. Entendo esta passagem como um sinal de esperança, de que não há situação que não passe. A vida sempre dá voltas, assim vale a pena esperar.” (Fernanda Rossi, in http://blogs.odiario.com/fernandarossi/2011/10/20/depois-da-tempestade-vem-o-sol/.)
No meio espírita é conhecida a frase escrita por André Luiz, por intermédio de Chico Xavier: “Depois de um problema aguardar outros”.
Aplicando-se o entendimento de André Luiz ao provérbio que ora comentamos, poderíamos certamente reescrevê-lo e dizer assim: “Depois da tempestade, aguarde outras”, consentâneo com o que ocorre, em verdade, no mundo onde vivemos. Os moradores da Capital paulista que residem nas regiões de alagamento certamente hão de concordar conosco.
É evidente que os problemas, as vicissitudes e as dificuldades da vida não se dão por acaso. Fazem eles parte de um processo cujo final é, sim, a bonança, a felicidade, a paz. Mas, em um planeta como este em que vivemos, é pura ilusão pensar que depois da solução de determinada questão viveremos em paz e nenhuma dificuldade depararemos na vida.
Um amigo certa vez nos disse: “No fim, tudo dará certo”. Se não deu certo ainda é porque o fim não chegou, mas ele chegará um dia, tenhamos plena certeza disso.
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O acerto e o erro dos black blocs

Manifestação_em_São_Paulo

O acerto dos black blocs foi no diagnóstico que eles fizeram: sim, é verdade que há uma crise de representatividade do estado. É verdade também que nossos governantes em todos os níveis estão carecendo de legitimidade. É verdade sim que nossa democracia está manca. É verdade que uma dúzia de financiadores de campanha controlam as eleições, doando para praticamente todos os candidatos, e que boa parte dos partidos, do PT ao PSDB, no fundo trabalham para os mesmos patrões. É verdade também que nossa polícia está numa crise moral, diante da constatação de que ela está cheia de assassinos e de corruptos, e que essa crise moral abala sua autoridade. Que os serviços públicos – transporte, educação, saúde – não prestam. E é claramente verdade que a Copa foi sequestrada por interesses privados bancados a dinheiro público.

Tudo isso é verdade.

Já o erro dos black blocs foi a estratégia. Não quero ficar discutindo aqui se o uso da violência é ou não moral. Afinal, moral é que nem bunda, cada um tem a sua. Mas, independente da validade moral, é uma tática ruim quando o objetivo é ganhar o apoio da população. Usar violência para conseguir algo que depende da simpatia dos outros não funciona, simples assim. Ainda mais neste mundo de hoje, hiperconectado. Ninguém ganha a opinião pública explodindo coisas.

Essa foi a maior lição da luta por direitos civis nos Estados Unidos dos anos 60, liderada por Martin Luther King Jr. A sacada de King para expor o absurdo do apartheid americano foi usar a tática da “não-violência”, inspirada pela luta da independência da Índia contra os colonizadores britânicos (e pela resistência de Cristo ao Império Romano).

“Não-violência” é bem diferente de “pacifismo”. Pacifismo significa ser contra a guerra – qualquer guerra, em qualquer momento. Já não-violência é uma estratégia de luta: significa resistir, recusar-se a colaborar, mas jamais reagir violentamente contra um adversário mais forte e errado. Essa estratégia é dificílima de implementar, porque não é fácil controlar os ânimos de multidões, ainda mais debaixo de cacetada. Mas os resultados são fantásticos: a resistência não-violenta expõe o agressor ao ridículo e conquista muito rápido o apoio do povo.

Foi o que os manifestantes de São Paulo fizeram na quinta-feira, 13 de junho de 2013, quando uma pequena manifestação pacífica foi truculentamente esmagada por uma polícia despreparada comandada por políticos sem noção. As autoridades se saíram tão mal naquele dia que, na segunda-feira seguinte, dia 17, o Brasil inteiro foi às ruas em apoio.

Nos meses que se seguiram, inspirados por um diagnóstico correto, os black blocs foram dominando as manifestações com uma estratégia errada, determinados a usar a força para combater aqueles que eles consideram seus inimigos: a polícia, os políticos, a mídia tradicional. Essa estratégia não tinha chance de dar certo por dois motivos: 1) eles jamais serão capazes de derrotar o estado pela força e 2) ao tentar isso, eles desmobilizaram o grosso da população e tornaram-se presas fáceis de um contra-ataque baseado na destruição de suas reputações.

Jamais os black blocs deveriam ter saído mascarados às ruas – a opinião pública nunca irá apoiar quem não mostra a cara. Jamais eles deveriam ter permitido depredações ou atos violentos – com isso eles atraíram “apoiadores” que só queriam brigar e quebrar, ou seja, o pior tipo de aliado.

O resultado é um impasse, que deixa o Brasil num suspense angustiante. Oito meses depois do início das manifestações, o cenário moral do Brasil é de terra arrasada. Não sobrou quase nada em pé. Os manifestantes são vistos como irresponsáveis e violentos. A polícia revelou-se despreparada e incapaz de fazer seu trabalho (proteger os cidadãos). A reputação dos políticos está abaixo da das baratas e dos piolhos. Vários personagens da mídia comprometeram sua credibilidade ao entrar no confronto e faltar com a verdade em algumas ocasiões. O governo está perdido, e a oposição não tem respostas. A opinião pública está raivosamente dividida e todo mundo está xingando todo mundo de imbecil no Facebook.

Estamos num beco sem saída. Só fico torcendo para que a desconfiança generalizada e o ódio que dominou tudo não nos desviem daquela necessidade primeira, a que começou tudo: a necessidade de mudar. Não falo de mudar o partido que está no poder. Falo em mudar a forma de conceber e de dividir o poder. As lideranças capazes de mudar tudo – a política, os partidos, o governo, a polícia, os negócios, a mídia, as ruas – existem. Agora elas precisam aparecer e apontar o caminho para fora dessa crise generalizada. De cara aberta.

Imagem: Creative Commons

Fonte: http://super.abril.com.br

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A porta do futuro

Ainda não são portas à laser ou que se materializam na nossa frente, mas ainda assim já é um gostinho de ficção científica.

Criada pelo artista austríaco Klemens Torggler, a Flip Panel Door (ou “Dryehplattentür”, como ele chama), rotaciona em dois painéis, se desdobrando como um origami. É feita de um material bem mais leve que as nossas tradicionais portas de madeira.

A versão do vídeo acima foi apresentada em junho do ano passado, mas, neste mês, Torggler utilizou um sistema parecido para criar uma porta em aço. Vide vídeo abaixo.

Quem tem criança em casa certamente dispensaria a invenção, mas é o fim da expressão “fulano bateu a porta na minha cara”.

Fonte: http://www.brainstorm9.com.br

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LEGO: A criatividade perdoa tudo

Mais uma daquelas campanhas que você nunca vai ver nas páginas de revista, mas é a LEGO sendo LEGO com uma série encantadora de três peças impressas.

Não é um conceito novo, de forma nenhuma, mas bem executado.

Criação da Grey Paris.

Lego

Lego
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A busca pelos campeões

Em Portugal, a Ford aproveitou que será patrocinadora da Liga dos Campeões da UEFA e fez uma ação no meio da rua de Lisboa desafiando o público a levantar a taça do torneio.

Ford_uefa

Claro que muita gente topou o desafio, só que as pessoas não esperavam a surpresa preparada pela marca para um gesto aparentemente tão simples.

Graças a um dispositivo, apenas crianças tinham condições de levantar a taça para reforçar o conceito do futuro patrocínio, além de oferecer a oportunidade aos pequenos a concorrer um estágio na Inter de Milão.

Esta ideia me fez lembrar desta ação da Heineken.

Fonte: http://blogcitario.blog.br

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