Arquivo do mês: abril 2014

O saber de cada um

Certa vez estudando filosofia me deparei com uma pergunta que nunca mais esqueci: “Se uma arvore cair no meio da floresta e ninguém ver ou ouvir seu tombo, ela não caiu?”

Isto me tocou porque a pergunta do filosofo levava a pensar no quanto precisamos de fatos concretos para crer em algo. Sabe o tal São Tomé – precisa ver pra crer?! Pois então, é este ai. Quando o que esta em discussão envolve uma opinião tal concretude passa, talvez leve a uma ou outra discussão, mas as coisas em geral terminam bem.

Porem, quando falamos de emoções a coisa se complica. Pois uma mesma vivência é única para cada indivíduo. E nem sempre respeitada e valorizada desta maneira. Nenhuma criação de filhos é igual, nenhum irmão é como o outro, nenhum assalto é vivido igual por todos, nem uma perda. Porque não há como definir padrão de sentimentos. A sociedade tende a definir padrões de comportamentos entre aceitáveis ou não, mas não há como colocar num mesmo bloco reações emocionais. Estas são dependentes de circunstâncias tão amplas e únicas para cada ser que não há como indivíduos diferentes vivenciarem uma mesma situação de forma igual.

Assim sendo, o fato de um indivíduo ter entendido uma resposta como fria enquanto a mesma resposta para outro é ouvida como um alerta, não é de admirar. Outro exemplo: uma pessoa entender apos a perda de alguém próximo que deve aproveitar a vida de forma mais intensa, enquanto o irmão entende que o sentido da vida acabou. Percebe como não podemos julgar a reação das pessoas?

A árvore caiu. Um ouviu. Outro não. Mas ela deixou de ter caído pelo fato de você não ter escutado?

Fonte: http://blogs.odiario.com/fernandarossi/

 

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Pensamentos influenciam

Uma vez sabendo que os nossos pensamentos influenciam os desencarnados, podemos entender, então, que nossa saudade os alcança e os atrai para junto de nós.
 
Se nossos entes queridos que viajaram no comboio da morte para a verdadeira vida, ou seja, a espiritual, também mergulhados na saudade, desejam nos ver, sem dúvida, é mais racional e coerente que nos visitem em nosso ambiente doméstico, que devemos manter alegre e ajustado.
O desespero que porventura possa emergir do nosso comportamento se caracteriza como acréscimo de sofrimento e preocupação para eles, pois necessitam de tranquilidade para a adaptação à nova vida, e, conscientes de que os familiares na Terra estão em desequilíbrio, podem também naufragar nas águas revoltas da incompreensão e da angústia ou ver com mais dificuldades e incertezas as lutas restauradoras que deverão encetar.
O sofrimento é totalmente normal e aceitável, e nem sempre o conhecimento da certeza da vida após a morte faz estancar nossas lágrimas. Mas o importante é colher as amarguras da separação protegidos pelo manto da resignação e acobertados pelo telhado da fé, pois a criatura que confia em Deus e na sabedoria de Suas leis imutáveis também chora, mas não permite, em hipótese alguma, que os olhos derramem lágrimas ácidas de inconformismo e lamentação.
Antes de quedar-se na prostração e na inércia, continue a direcionar seus passos, acreditando ainda uma vez mais que o amor incomensurável de Deus prossegue, sendo o combustível necessário à manutenção dos movimentos de sua jornada, pois a morte, antes de ser um rompimento definitivo, é apenas uma separação momentânea, uma vez que a sepultura pode acolher um corpo morto, mas jamais tem o poder de aniquilar o esplendor de uma vida, que, permanecendo no espírito imortal e eterno, é indestrutível.
O culto fúnebre, tétrico e mórbido da morte aos poucos vai cedendo lugar para o conhecimento da verdadeira finalidade do homem na Terra. Nascer e morrer, paulatinamente, vão deixando de ser o surgimento e o término de uma vida, para se transformarem, com total fundamento, no início e no final de uma etapa de lutas ao longo da existência do espírito, que foi criado simples e ignorante, mas com a passagem comprada que dará direito de viajar na nave que se destina à perfeição.
Nossos seres amados, que seguiram pelos caminhos da desencarnação, apenas fixaram residência em outras dimensões, para melhor atender aos compromissos de evolução dos seus espíritos em marcha, pois o bom senso nos diz que os laços do amor verdadeiro não se rompem, antes, sim, se atam cada vez mais e sobrevivem a todas as injunções do caminho.
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Tempo é ternura

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Viver tem sido adiantar o serviço do dia seguinte. No domingo, já estamos na segunda, na terça já estamos na quarta e sempre um dia a mais do dia que deveríamos viver. Pelo excesso de antecedência, vamos morrer um mês antes.

Está na hora de encarar a folha branca da agenda e não escrever. O costume é marcar o compromisso e depois adiar, que não deixa de ser uma maneira de ainda cumpri-lo.

Tempo é ternura.

Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas. Ler um livro para o filho pequeno dormir. Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar fazendo suas coisas. Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto. Preparar um assado de 40 minutos. Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia.

Levar uma manhã para alinhar os quadros, uma tarde para passar um paninho nas capas dos livros e lembrar as obras que você ainda não leu. Experimentar roupas antigas e não colocar nenhuma fora. Produzir sentido da absoluta falta de lógica.

Tempo é ternura.

O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.

Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.

Somente descobriremos a intensidade se permitirmos durar. Se existe disponibilidade para errar e repetir. Quem repete o erro logo se apaixonará pelo defeito mais do que pelo acerto e buscará acertar o erro mais do que confirmar o acerto. Pois errar duas vezes é talento, acertar uma vez é sorte.

Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.

Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.

Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.

Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.

 Carpinejar (livro de crônicas – Ai meu Deus, Ai meu Jesus)

Fonte: http://blogs.odiario.com/fernandarossi/

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Observações sobre a real essência da vida

Apreciar é uma arte. A apreciação consiste em amar e nunca possuir, pois a posse aprisiona tanto o ser possuído quanto o seu possuidor. Tudo é na vida. Cada ínfima partícula é um ser que completa o todo. O filho é o companheiro mais próximo por suas várias razões decorridas ao longo do tempo, mas é, antes de tudo, um olhar que quer o horizonte e necessita conquistar o seu raio de luz. Deve, sim, receber orientação e amor, e nunca ser aprisionado pela exigência paternal. O cônjuge pode ser um amigo a compartilhar as vitórias, a abraçar as causas justas, a crescer e propiciar crescimento ao companheiro da hora. Também pode ser a esposa como o marido notáveis inimigos a se reconciliarem no pulsar do tempo; em ambos os casos são espíritos na gradação universal e precisam da liberdade da vida. Dessa forma, o caminheiro fraterno pode ser um companheiro de mesmo ideal e de harmônica sintonia, com o qual tanto se é capaz de realizar em benefício de um futuro produtivo para muitos outros irmãos; como pode ser o caminheiro de vivências anteriores, tão prejudicado, por quem hoje está em sua companhia imbuído de muito auxiliá-lo. Por isso, qualquer sentimento que ainda não emite luz e bem-estar é aprisionador e a vida é para ser apreciada, é para cada vez mais o seu integrante querer, dela, participar. Se há amor, há todos os outros nobres sentimentos em sustentação do maior. Cada ser possui seus direitos e seus deveres e ambos são benéficos para todos. Quando um ser se apodera de algo do qual gosta muito, sim, tê-lo-á junto de si ou até mesmo em suas mãos; porém, quando a flor é arrancada, em breve deixará de ser flor; quando alguém é aprisionado, não será mais feliz. Onde houver amor, haverá aproximação natural. A sabedoria mostra que se pode ter o mundo inteiro no nosso coração por meio do pensamento e sentimento, dons eternos, sem a mínima necessidade de enclausurar o ser amado. Quando há clausura, não há amor. E assim, por tanto ainda a dizer sobre a vida, sinto que há muito mais belezas a cultivar, amores a se amar, liberdade a ser livre, bem mais sorrisos a nascer, uma vida inteira a apreciar. Colocaria o ponto final, mas justamente agora, um beija-flor, iluminado e colorido, beberica do suco de uva de meu copo e eu o aprecio com o amor que sinto pela vida. Fiz questão de lhe relatar, pois ele é a justa descrição do que realmente é viver: liberdade, leveza, equilíbrio, entendimento, amor. Ninguém é posse, mas todos são seres vitais completando o cenário maior.
Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

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Que entendemos por livre-arbítrio?

Patrícia indaga: Em que, na realidade, consiste o livre-arbítrio? O livre-arbítrio pode ser definido como a faculdade que tem o indivíduo de determinar sua própria conduta, ou seja, a possibilidade que ele tem de, entre duas ou mais opções, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras. Apanágio da criatura humana, o livre-arbítrio se amplia com o aprimoramento espiritual, quando o senso se responsabilidade mais claramente se acentua.Pensar que seja a vida guiada por um determinismo em que todos os acontecimentos estejam fatalmente preestabelecidos é raciocinar de maneira ingênua, simplória, porque, se assim fosse, o homem não seria um ser pensante, capaz de tomar resoluções e de interferir no progresso. Seria apenas uma máquina robotizada, irresponsável, à mercê dos acontecimentos.O livre-arbítrio, a livre vontade que tem o Espírito de agir, exerce-se principalmente no momento em que ele se prepara para uma nova encarnação, quando pode escolher o gênero de existência e a natureza das provas a serem enfrentadas. Escolhendo tal família, certo meio social, o Espírito sabe de antemão quais são as provas que o aguardam e compreende, igualmente, a necessidade dessas provas para desenvolver suas qualidades, curar seus defeitos, despir-se de seus preconceitos e vícios.Sobre o assunto escreveu Allan Kardec:
“A questão do livre-arbítrio se pode resumir assim:O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir. Assim, o livre-arbítrio existe para ele, quando no estado de Espírito, ao fazer a escolha da existência e das provas e, como encarnado, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que todos nos temos voluntariamente submetido.
Cabe à educação combater essas más tendências. Fá-lo-á utilmente, quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução e o temperamento pela higiene.” (O Livro dos Espíritos, item 872.)

Fonte:http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/

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