Arquivo do mês: junho 2014

Pequenas estacas, grandes prisões

Você já observou um elefante no circo?

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Durante o espetáculo o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.

A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua força, poderia arrancá-la do solo e fugir.

Interessante! Por que o elefante não foge?

Há alguns anos descobriu-se que o elefante de circo não escapa porque foi preso a estaca ainda muito pequeno.

Quando pequeno, o elefantinho puxa, força, tenta de todas as maneiras se soltar. E, apesar de todo o esforço, não consegue sair. A estaca e a corrente são muito pesadas para ele.

E o elefantinho sempre tenta, tenta e nada.

Até que um dia, cansado, ele aceita o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

O elefante quando adulto, e mesmo enorme, não se solta porque está gravado em seu cérebro a experiência da infância: ele verdadeiramente acredita que não pode.

Para que ele consiga quebrar a corrente é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

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Todo adulto tem uma história, algumas são mais densas do que outras. Contudo, todos nós fomos marcados por falas ou atos que servem como estaca. Que nos mantem num mesmo lugar, incapazes de nos reinventar. Brigas, broncas, violências e tantos outros fatos servem como exemplos disto. E estes servem para formar uma percepção de si mesmo que pode ter feito sentido num certo momento da vida. Em certa época foi verdadeiro, e não tínhamos força para lutar contra. Porem a fase passou, crescemos, o momento de vida é outro, mas aquela estaca continua presente, nos impedindo de viver em liberdade. A quebra ocorre com uma nova percepção de si, a partir do desenvolvimento de um novo olhar, tal como um espelho embaçado ele só refletirá a imagem quando limpo.

Fonte: http://blogs.odiario.com/fernandarossi/

 

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Filhos são para o mundo

Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos.

Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado..

Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.

E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo! Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os fllhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles.

Santo anjo do Senhor…

É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar (orar) e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas ‘crias’, que mesmo sendo ‘emprestadas’ são a maior parte de nós!!!

José Saramago

Fonte: blogs.odiario.com/fernandarossi

 

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Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama… Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais… leia outros livros.

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.

A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro creme dental… Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente.

Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

Texto de Clarice Lispector

Fonte: blogs.odiario.com/fernandarossi

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Sempre a Coca-Cola!

O bip da felicidade

É bem provável que a Coca-Cola seja a marca que mais teve ações publicadas por aqui, sendo o caixa eletrônico da felicidade um dos melhores que eles fizeram. Desta vez, a marca de refrigerante surpreendeu o público em um dos lugares mais improváveis do supermercado: a caixa registradora.

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O mesmo tom do bip é usado quando se passa um produto. E o que acontece com as latas e garrafas da Coca?

Fonte: blogcitario.blog.br/

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Segundo o Espiritismo, que é médium?

Vilma pergunta-nos se uma pessoa qualquer que não tenha nenhum conhecimento do Espiritismo pode ser médium.

A resposta é sim. A mediunidade não é propriedade dessa ou daquela religião e, portanto, pode haver médiuns em qualquer meio e em qualquer povo.

Moisés foi um médium poderoso, assim como Jeremias e mais tarde, na época do Cristo, João, o evangelista.

Maomé recebeu, em momentos de transe, as suratas que formam o Alcorão.

Em todos esses casos o mundo não conhecia ainda a Doutrina Espírita, que nos ensina que a faculdade mediúnica é inerente ao homem e, por isso, não constitui privilégio de ninguém em especial.

Segundo o Espiritismo, todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium, e raros são os indivíduos que disso não possuam alguns rudimentos.

Essa é a explicação por que certas pessoas que jamais viram ou ouviram Espíritos ao longo de uma existência, quando chegadas a certa idade puderam vê-los e mesmo ouvi-los, fato que também se dá nos casos de enfermidade prolongada que debilita o corpo físico e, com isso, favorece o desprendimento da alma.

Esclareça-se, no entanto, que para fins didáticos só chamamos de médiuns aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.

Fonte: espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br

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A gratidão pela vida torna-se luz para a caminhada

Com miseravelmente pouco, muitos são extraordinariamente felizes.

E de fato, com simplicidade material, mas com prosperidade de entendimento, torna-se, indubitável, uma alma mais satisfeita e posteriormente um espírito mais venturoso.

Quanto bem-estar resplandece onde há pessoas amorosas, otimistas e que buscam a luz da compreensão, pois essas dificilmente ficarão alojadas no mesmo ancoradouro por um período maior de tempo, elas, assim, com naturalidade, conquistam estados mais felizes e patamares também mais elevados.

Foi como a passagem de um homem na África. Ele se denominava trabalhador das nascentes da vida; o seu trabalho consistia em ligar canos simples, de plástico, das nascentes de água e direcionar esse bálsamo a povoados que dificilmente tinham acesso a essa fonte.

O pagamento pelo trabalho era irrisório, mas a alegria e o sorriso estampados na face eram as características vistas naquele homem simples que se importava com os irmãos da jornada contemporânea. Ainda a cada ligação que construía e entregava ao novo povoado, no ato da cessão, ministrava, com humildade, sobre a real importância de preservar e manter a fonte de água fresca e vital. Ensinava-o a cuidar da nascente e o orientava a protegê-la da melhor maneira. O ensinamento ainda era mais objetivado às crianças, pois são a grandeza da continuação de tudo.

Todos se encontram onde serão proveitosos, aprendizes ou professores.

Um homem simples, em sua singeleza, em muitos casos, é a roupagem de um espírito com eminentes características amparadoras, mesmo assim, também a aprender e a reparar, como era o caso do senhor africano das nascentes.

No entanto, em meio a tão gigantescas vicissitudes, ele era feliz, seu olhar sorria juntamente com seus lábios de meia idade. O brilho dos olhos eram feixes seguros de luz.

Quando se reconhece o valor da vida, razão de tudo, por meio do respeito, paciência e amor, as mais simples coisas tornam-se fatores primordiais para a conquista das aparentemente maiores que, na verdade, são apenas as singelas que se desenvolveram.

Contentar-se hoje é criar forças para o passo de amanhã, pois se sabe quão mais produtivo, edificante e benéfico é o coração que se mantém feliz.

Entretanto, debilitar-se pelos fatores infelizes criados pelo próprio ser é, sem dúvida, permanecer no mesmo lugar com os olhos voltados para o chão, sem forças, sem esperança. A vida é luz, é estrada maravilhosa, a atenção deve haver para o caminho que se busca e a maneira que se anda.

E muitas nascentes puras ainda existem e são direcionadas aos que desejam libertar-se da ignorância e da autopiedade.

Como os campos floridos, o sorriso de criança, um abraço em quem se ama, a primeira onda que molha os pés, a água fresca que mata a sede; a vida é também isso, a vida é tudo e é presente e deve ser recebida e aberta, delicadamente, com o alegre sentimento de gratidão por, mais uma vez, brilhar a luz e trazer a oportunidade para o progresso da centelha que também é divina, mas necessita desenvolver-se para o aprimoramento, e isso concretizado com alegria tanto mais fácil será para o próprio coração, com evidência para todo o bem do plano coletivo.

Fonte: http://contoecronica.wordpress.com/

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