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Microcefalia na Visão Espírita

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O que te imprime?

prece

– O que te imprime em cada coisa que tocas é o comprometimento
O que te evidencia perante a uma multidão é a segurança de quem tem domínio e entrega no que faz.
O que te dá a liderança não é ordem, mas tato.
O que te da poder não é nobreza em título, mas nobreza de ser.
O que faz com que as pessoa te confiem, não é palavra, mas cumprimento.
O que nos torna um rosto a ser visto, é humildade, entender que somos parte de um inteiro em que todas as peças tem o mesmo tamanho,
O que te da o poder de transformar é ouvir.
O que te torna promotor de mudanças, não é mudar a visão de quem quer seja, mas possibilitar escolhas.
E no fim o que te transforma, o que te molda, o que te resume, o que te assume. Tem de ser o melhor da tua própria natureza.
– Henry Dean S. Reche –

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Novo vídeo no canal Espiritualizando!

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Influência oculta

Nesses comentários, o que eu realmente vejo são as pessoas fugindo de assumir a responsabilidade sobre suas vidas, de encarar a realidade e o pior, culpando os outros pelos seus desencontros e suas decepções. Um dos bodes expiatórios mais populares são os espíritos. Coitados deles! São responsabilizados por tudo; da dor nas costas à queda de cabelo, é mole? Mas é verdade gente! Ninguém quer encarar a realidade de que são elas próprias que constroem o próprio destino.

Nas minhas viagens para realizar palestras e no meu programa de rádio eu costumo escutar coisas do tipo: “meu marido bebe por que tem um espírito que faz ele beber”; “meu marido não deixa a outra mulher por que ela botou um encosto nele” e ainda “um espírito entrou em mim e eu quebrei tudo lá em casa”. E, pasmem, na maioria das vezes elas são espíritas e justificam todas essas asneiras usando a questão 459 de O Livro dos Espíritos, quando Allan Kardec pergunta: “Os espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?” Respondem os espíritos: “Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem.”. Elas não estudam com profundidade o Espiritismo e nem refletem coisas básicas do tipo: como se processa essas influências? Que leis regem essas influências? E até onde vão essas influências?

Mas a espiritualidade não nos deixa dúvidas. Quem realmente estuda, aprende que as influências espirituais são regidas pela lei de sintonia e afinidade, que somos nós, com as nossas atitudes mentais e comportamentais que atraímos os espíritos evoluídos ou os atrasados para junto de nós, e que como tudo na vida, isso tem conseqüências e às quais não poderemos fugir. Pois como diz o espírito Joanna de Ângelis, no seu livro Plenitude: “Somente há obsessão e sofrimento, por que se elegem os comportamentos doentios em detrimentos daqueles outros positivos”. Não são eles que nos trazem os vícios e as paixões, mas somos nós que, com os nossos vícios e paixões, atraímos as companhias espirituais desequilibradas. Temos livre-arbítrio e ninguém, seja espírito encanado ou desencarnado, conseguirá nos influenciar a fazermos uma coisa a qual não queiramos. Culpar os espíritos pelas nossas falhas é fugirmos de encarar a realidade e a necessidade de dirigirmos a nossa própria existência.

O próprio Allan Kardec nos chamou atenção em O Livro dos Médiuns a “evitar atribuir à ação direta dos espíritos todas as nossas contrariedades, que, em geral, são conseqüências da nossa própria incúria ou imprevidência”. Você continuará sempre sendo o que você faça de você. A influência espiritual existe e existirá de acordo com o que você é, e não determinando o que você será. Portanto, não culpe os espíritos pela bebida, pela traição e pelos desequilíbrios que, na maioria das vezes, eles são meros coadjuvantes e você a estrela principal, pois é você quem escolhe os pensamentos, quem escolhe as atitudes e quem desencadeia os fatos.

Reflita antes de culpar os espíritos, porque se você for investigar a origem e a causa das obsessões, as encontrará em você mesmo. É você quem abre a fresta e dá espaço a influência negativa ou quem eleva o pensamento e sintoniza com a espiritualidade maior agindo sempre da melhor maneira possível. É hora de mudarmos a postura e entendermos as verdades básicas da vida. Você está onde você se põe. Só quando assumirmos o compromisso de cuidarmos de nós mesmos é que conseguiremos viver a felicidade que tantos sonhamos. Felicidade que não é privilegio, nem dádiva. Felicidade é conquista de quem escolheu ser feliz.

Fonte: http://www.rcespiritismo.com.br

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Desigualdade das riquezas

 

Nas questões 808 a 816 de O Livro dos Espíritos há um estudo sobre o assunto que, apesar de sintético, somente nove questões, é bastante abrangente, esclarecedor, e serve de alerta para todos nós.
 
Fica claro que a igualdade da riqueza é uma utopia e algo impossível de se realizar, porque a riqueza é consequência das ações do homem. Não se pode pretender que o preguiçoso e o trabalhador tenham o mesmo sucesso. A não ser por meios escusos. Não se admite que o líder, inteligente, possa ser contemplado igualmente ao que ainda não tem condições de discernimento e, por enquanto, precisa ser comandado.
 
O homem equivocado crê que a distribuição equitativa de todos os bens do mundo seria a solução. No entanto vemos o fracasso do comunismo. E mesmo os kibutz de Israel não passam de um paliativo para abrigar os de menos capacidade. Uma interessante forma de caridade com os menos competentes. Socializam seus poucos bens para que nada lhes falte. Parece bom, mas não se pode esperar o mesmo estímulo de quem ganha pelo esforço e pela produção.
 
O que o texto deixa bem claro é que a riqueza nada tem de mal, de per si, mas o seu uso é que causa danos ou conforto moral ao seu possuidor. As riquezas chegam às mãos dos homens, pelo trabalho, por heranças corretamente construídas ou deixadas por herdeiros que a  acumularam de maneira desonesta. As questões acima tratam das várias opções e deixam claro que não importa como a riqueza chegou às mãos de uma pessoa, mas o que ela faz dessa riqueza.
 
Cita um exemplo importante quando pergunta se alguém sabendo que o dinheiro que chegou às suas mãos tem origem na desonestidade se ele é culpado por usá-lo. E ele não é, se o usar bem. Poderá servir, inclusive, de alívio para o desonesto que morreu e agora se dá conta dos equívocos cometidos. Desencarnado e percebendo que toda a sua ganância resultou em nada, porque na espiritualidade já não precisa da fortuna, sente-se oprimido pelas dores da consciência que o cobram pelos desmandos realizados e pela infelicidade que tenha causado a muita gente. Caso perceba que seu herdeiro está dando bom aproveitamento ao dinheiro deixado, sente-se redimido e agradecido pelo gesto do seu beneficiado.
 
Muito interessante essa análise para mostrar que ninguém é culpado por erros alheios, mas apenas pelas suas próprias falhas. Mesmo sabendo que a riqueza que lhe chegou às mãos tem origem suja, poderá reparar e dar a ela um valor divino. Enquanto o outro comprava luxúria, o herdeiro, com o mesmo dinheiro, distribui caridade. Enquanto o primeiro entesourava, o que recebeu a dádiva sabe distribuir, dividir, minorando as dores do próximo.
 
Funciona com dito na parábola dos talentos. Não é a riqueza em si que está em julgamento, mas a aplicação boa ou má que o homem faz dessa riqueza.
 
Como sempre, a beleza do Espiritismo está ai para solucionar assuntos de aparente conflito, mas que são envolvidos por toda lógica e, acima de tudo, por puro bom senso. “A cada um segundo suas obras”, já aprendemos com Jesus: em Cesareia de Filipe, após interrogar seus discípulos acerca do que diziam os homens a seu respeito, Jesus declara: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27).
 
Não há injustiças sobre a Terra, porque ninguém está pagando dívidas alheias ou que não tenha contraído. Essa é a verdadeira justiça e, portanto, exige de nós resignação diante dos problemas que enfrentamos; porque são os nossos problemas. Ninguém os causou-nos. Nós os criamos. Somos herdeiro e herança da nossa própria vida
Por Octávio Caúmo Serrano
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A criança pode ver realmente os chamados mortos?

Até os sete anos de idade, o Espírito da criança encontra-se em fase de adaptação para a nova existência e ainda não existe uma integração perfeita entre o Espírito e a matéria orgânica, fato que lhe permite emancipar-se e, eventualmente, ver vultos desencarnados que lhe fazem companhia, o que nos permite deduzir que os amigos imaginários de nossas crianças só o são na aparência. Eles não são imaginários, mas apenas invisíveis.
A vidência mediúnica durante os primeiros anos da existência de uma pessoa deve ser, portanto, tratada naturalmente. A experiência diz-nos que essa faculdade vai se apagando com o passar dos anos e pode mesmo desaparecer totalmente, salvo se o seu exercício fizer parte da programação reencarnatória da pessoa.
Os fatos de vidência, que Allan Kardec estudou em minúcias nos itens 100 e 190 de O Livro dos Médiuns, são um assunto pacífico no campo da fenomenologia espírita. Essa faculdade, que depende da organização física do médium, permite a este – mesmo durante a vigília – ver os chamados mortos.
Como os fenômenos mediúnicos não ocorrem à revelia das autoridades espirituais superiores, é claro que há Espíritos que se deixam ver e há outros que não são vistos, o que não significa que estejamos sós, porquanto os desencarnados habitualmente nos rodeiam.
Foi um caso de vidência por parte de uma criança de quatro anos, verificado em Caen (França), que levou Allan Kardec a reconhecer que a mediunidade de vidência não apenas parecia, mas era sim comum nas crianças.
Isso, disse Kardec, não deixava de ser providencial. “Ao sair da vida espiritual – explicou ele – os guias da criança acabam de conduzi-la ao porto de desembarque para o mundo terreno, como vêm buscá-la em seu retorno. A elas se mostram nos primeiros tempos, para que não haja transição muito brusca; depois se apagam pouco a pouco, à medida que a criança cresce e pode agir em virtude de seu livre-arbítrio.” (Revista Espírita de 1866, pp. 286 e 287.)
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Há ou não fatalidade nos fatos da vida?

O tema fatalidade continua sendo uma incógnita para muitas pessoas, mesmo no seio dos espiritistas.
Afinal, há ou não há fatalidade nos acontecimentos da vida? Os fatos de nossa existência estão ou não previamente marcados?Ambas as perguntas foram objeto de explicações dadas com clareza na primeira obra de Allan Kardec, considerada por muitos como a mais importante do Espiritismo, ou seja, O Livro dos Espíritos.No tocante à fatalidade, dois aspectos devem ser considerados.Se a imaginarmos como sendo a decisão prévia e irrevogável dos sucessos da vida, a resposta é não. Essa decisão prévia – que as pessoas associam à palavra fatalidade – não existe.Com efeito, se tal fosse a ordem das coisas, os homens não passariam de máquinas, que, como sabemos, não têm vontade própria. De que lhes serviria a inteligência, desde que houvessem de estar invariavelmente presos, em todos os seus atos, à força do destino? Semelhante doutrina, se verdadeira, equivaleria à destruição de toda liberdade moral. Não haveria para o homem responsabilidade e, por conseguinte, mérito nem demérito naquilo que fizesse.Se, no entanto, entendermos a fatalidade como sendo um plano geral definido pela própria pessoa antes de reencarnar, uma resultante do gênero de vida que escolheu, como prova, expiação ou missão, aí então pode-se dizer que a fatalidade não é uma palavra vã, porquanto a pessoa sofrerá, no decurso da existência corporal, todas as vicissitudes que ela mesma escolheu e todas as tendências boas ou más que lhe são inerentes. Cessam, porém, aí os efeitos da fatalidade, como fruto da chamada programação reencarnatória, porque depende do indivíduo – e somente dele – ceder ou resistir às mencionadas tendências e influências. Quanto aos pormenores dos acontecimentos, ficam eles subordinados às circunstâncias que a própria pessoa cria por meio de seus atos.
Só para exemplificar: Se a pessoa opta pela via do crime, terá de sofrer todos os percalços decorrentes disso; se se entrega à bebida e se torna um alcoólatra, enfrentará os dissabores e as enfermidades decorrentes desse vício.Resumidamente, podemos então afirmar que há fatalidade, sim, nos acontecimentos que se apresentam, por serem estes consequência da escolha que o Espírito fez de sua existência como homem, mas pode deixar de haver fatalidade no resultado de tais acontecimentos, visto ser possível a ele, por sua prudência, modificar-lhes o curso. Jamais, contudo, haverá fatalidade nos atos da vida moral, ou seja, o crime, o suicídio, o abandono da prole, a traição, o adultério e tudo o que diz respeito à conduta da pessoa não têm nada que ver com a escolha feita por ela antes da imersão na carne.Finalizando, lembremos que, segundo o Espiritismo, fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é. Chegado esse momento, de uma forma ou doutra, a ele não podemos furtar-nos. É aí, pois, que o homem se acha submetido, em absoluto, à inexorável lei da fatalidade, uma vez que não pode escapar à sentença que lhe marca o termo da existência nem ao gênero de morte que haja de cortar a esta o fio. Os casos de moratória constituem, é fácil compreender, meras exceções a essa regra.
Fonte:http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/

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Pensamento e Liberdade de Consciência

Por Carmem Paiva de Barros*

Os espíritos disseram a Allan Kardec que “só pelo pensamento o homem pode gozar de uma liberdade sem limites”. JESUS também deixou claro que até mesmo o ato de amar resulta da liberdade de atuação de uma lei que age diretamente no pensamento: a lei de assimilação e da repulsão dos fluidos.

As culturas religiosas até hoje têm demonstrado dificuldade em lidar com essa liberdade do ser humano. Ainda ecoam em nossos ouvidos as palavras arbitrárias de um Deus que manda, vigia, julga, enaltece, escolhe e castiga.

Ligada à fé dogmática e não raciocinada a humanidade aprendeu que para ligar-se ao “todo poderoso” deve obedecê-lo cegamente, conforme prescreve as correntes religiosas judaico-cristãs da Terra.

A livre consciência religiosa, no entanto, é aquela que não se impõe, mas se compreende, porque se conhece. Assim é a Doutrina dos Espíritos, que resgata em seus ensinamentos o respeito à liberdade de ação dos indivíduos, seja em pensamentos ou obras.

Tendo sua codificação baseada no progresso incessante do ser humano dentro das leis eternas e imutáveis, o Espiritismo vem estimular a sociedade terrena a excelência do seu livre arbítrio, que as autoridades religiosas equivocadamente reprimiram, por longo tempo, na tentativa de aproximá-la do Deus que elas criaram e acreditavam.

Por conseguinte, a independência do pensamento religioso prende-se a outro importante conhecimento: o de que somos responsáveis por todos os nossos atos, seja lá de que forma forem praticados. Somente por meio da reflexão e dos acertos que fizer com sua consciência é que conseguirá conquistar a verdadeira sabedoria, na qual não haverá lugar para julgamentos e discriminações sem o crivo do bom senso.

Na questão 837 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta qual é o resultado dos entraves à liberdade de consciência. E os espíritos responderam: “Constranger os homens a agir de maneira diversa ao seu modo de pensar, o que os tornará hipócritas”.

Quando alguém vier com aquela conversa de “doutrinar” você para que pense e aja como ele, não se aborreça. Ouça-o pacientemente e depois dê um jeitinho de livrar-se dele com educação.

Bem mais proveito você terá estudando as obras kardequianas e seguindo as orientações morais de JESUS.

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O amor sempre fala mais alto

 
 
Ana nos pergunta: – Se você reencarna para ajudar outra pessoa a evoluir, mas esta não aproveita a oportunidade e você fracassa, terá você na próxima existência a mesma missão até conseguir sucesso?
Na questão 583 d´O Livro dos Espíritos, no mesmo capítulo em que é tratada a missão da paternidade, aprendemos que os pais não são considerados responsáveis pelo fracasso dos filhos quando fizeram tudo o que estava ao seu alcance para encaminhá-los na senda do bem.
É evidente que o amor sempre fala mais alto e é perfeitamente razoável admitir que aquele que ama voltará sempre a ajudar o ser que estima, ainda que não esteja a isso obrigado.
Na literatura espírita há relatos sobre dois casos de pessoas que vieram à Terra com tarefa específica de auxílio a determinada criatura – o caso Quinto Varro, que teve a permissão de ajudar seu filho Taciano, assunto central do romance “Ave, Cristo”, de Emmanuel, e o de Alcíone, que retornou especificamente para ajudar Pólux, uma história narrada no romance “Renúncia”, do mesmo autor.
Segundo o que aprendemos na Doutrina Espírita, as famílias costumam repetir no plano corpóreo as experiências vividas no passado, muitas vezes sob o mesmo título e outras sob títulos diferentes, o que implica dizer que uma mulher pode vir como mãe de uma mesma pessoa em sucessivas existências.
É o amor e a necessidade evolutiva que definem tais situações. E não é difícil entender que a repetição dessas experiências acaba fortalecendo os laços de família, dando origem assim ao que o Espiritismo chama de famílias espirituais.
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O atraente mundo dos sonhos

No capítulo VIII de “O Livro dos Espíritos”, questão 400 e seguintes, há minuciosa explicação sobre o atraente assunto dos sonhos, que todos freqüentemente temos. E na bibliografia espírita, inclusive os romances, e talvez principalmente nestes, as explicações sobre o assunto são variadas e satisfatórias.
 
É sempre bom, no entanto, insistirmos nessa meditação, visto que a prática tem demonstrado que importante intercâmbio entre os Espíritos desencarnados e os encarnados pode estabelecer-se quando dormimos e sonhamos.
 
Muitos amigos, mesmo de outras localidades do Brasil, freqüentemente nos participam dos sonhos que tiveram, e, pouco sabendo ainda das questões da vida espiritual, conseguintemente, da emancipação da alma, solicitam explicações precisas, que tranqüilizem as suas inquietações a respeito.
 
De princípio, devemos esclarecer que o melhor que todos temos a fazer para desdobrarmos essa tese e as demais que nos possam interessar, é recorrer aos livros básicos da Espiritismo para neles fazermos um estudo consciencioso. 
 
Em seguida, tomar dos demais códigos doutrinários, mas códigos legítimos, firmados pelos colaboradores de Allan Kardec, a fim de nos instruir da capacidade da alma humana e suas possibilidades. Mas, como o dever do adepto é jamais deixar passar a oportunidade de esclarecer aquele que o procura, interessado no aprendizado doutrinário, aqui trazemos a nossa contribuição para uma informação sobre os sonhos, a pedido de amável leitora de “Reformador”, residente no interior do País.
 
A questão 401 de “O Livro dos Espíritos”, interroga:
 
– “Durante o sono, a alma repousa como o corpo?”
 
Resposta: – “Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço, e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.”
 
A questão 402 indaga:
 
– “Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?”
 
Resposta: – “Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire mais potencialidade e pode pôr-se em comunicação com os demais Espíritos, quer deste mundo quer do outro.”
 
Mais adiante, na mesma questão:
 
– “Graças ao sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos.” (O parágrafo é extenso e não podemos transcrevê-lo na íntegra.)
 
Não obstante, a observação e a prática dos assuntos pertinentes à personalidade humana autorizam-nos a aceitar, convictamente, o seguinte, relativamente ao sonho:
 
Existem sonhos que não passam de frutos do nosso estado mental, ou nervoso, esgotado ou preocupado com afazeres e peripécias cotidianos. 
 
Outros, são reflexos, que nossa mente conserva, dos fatos comuns da vida diária, e agora repetidos como num espelho: fazemos então, durante o sono, os mesmos trabalhos a que nos habituamos durante a vigília; tornamos às mesmas conversações, discussões, etc., ou realizamos, por uma espécie de auto-sugestão, os desejos conservados em nosso íntimo, os quais não tivemos possibilidade de realizar objetivamente: viagens, visitas, posse de alguma coisa e, às vezes, algo nem sempre confessável. 
 
Esses sonhos são medíocres e, geralmente, se confundem com outras cenas, num embaralhamento incômodo, que bem atestam perturbações físicas: má digestão, excitação nervosa, depressão, etc. São, pois, mais reflexos da nossa vida cotidiana reagindo sobre o cérebro do que mesmo acontecimentos oriundos da verdadeira emancipação da alma. Comumente, tais sonhos acontecem durante o primeiro sono, quando as impressões adquiridas durante a agitação do dia ainda vibram em nossa organização cerebral não tranqüilizada apelo repouso.
 
Os verdadeiros sonhos, porém, diferem bastante dessas perturbações. É pela madrugada, quando nossas vibrações, mais tranqüilizadas, adquirem força de ação, que poderemos penetrar o campo propício às atividades reais do nosso Espírito.
 
Uma vez o nosso Espírito emancipado temporariamente durante o sono, partimos em busca de antigas afeições, momentaneamente esquecidas pela reencarnação, e nos deleitamos com sua convivência. Visitaremos amigos da atualidade, dos quais estávamos saudosos. 
 
Poderemos mesmo fazer novas amizades até em países estrangeiros, alargando, assim, o círculo de nossas afeições espirituais. Ao desencarnarmos, novos amigos encontraremos à nossa espera, a par dos antigos, a fim de que o amor se estabeleça em gerações humanas futuras, melhorando o estado da sociedade terrena. 
 
Poderemos trabalhar para o bem do próximo, encarnado ou desencarnado, sob a direção de mestres da Espiritualidade, ou, voluntariamente, obedecendo aos fraternos pendores que poderemos ter. 
 
Poderemos estudar e fazer verdadeiros cursos disso ou daquilo, assim armazenando preciosos cabedais morais-intelectuais nos recessos do espírito, cabedais que poderão aflorar em nossa vida de relação através da intuição, auxiliando-nos o progresso, nosso ou alheiro. Poderemos rever o próprio passado espiritual, levantando, por momentos, os véus do esquecimento para novamente vivermos cenas dos nossos dramas pretéritos, etc., etc. Mas, tais sonhos não são comuns. 
 
Trata-se mais de um transe anímico, uma crise, do que mesmo do sonho comumente compreendido. E poderemos ainda alçar-nos ao Espaço e assistir a acontecimentos, cenas, fatos pertinentes ao mundo espiritual, ou deles co-participar. E como o Invisível normal é parecido com a Terra, embora superior a ela e muito mais belo, julgamos mil coisas, ao despertar, sem atinarmos com a verdade. 
 
O médiuns, principalmente, logram sonhos inteligentes, de uma veracidade e precisão incomuns. São, freqüentemente, revelações que recebem dos amigos espirituais, instruções ou aulas, avisos de futuros acontecimentos, planos para desempenhos melindrosos, às vezes mais tarde confirmados pelos acontecimentos. 
 
A estes poderemos denominar sonhos magnéticos, visto que são como que transes provocados pela ação sugestiva dos instrutores invisíveis, que trabalham usando como elemento o magnetismo, tal como acontece com os operadores encarnados. Nessas condições, a emancipação da alma será mais pronunciada. 
 
E há até sonhos estranhamente coloridos, frutos de uma revelação, talvez até da contemplação de fatos presenciados no Além, não obstante a Medicina qualificá-los de fantasias e alucinações, denominando-os produtos do onirismo, quando a verdade é que se trata de uma faculdade a que chamaremos mediunidade pelo sonho, sobre a qual a Bíblia tanto informa.
 
Se, ao despertarmos, formos capazes de recordar tudo ou mesmo apenas fragmentos desses estados de emancipação da nossa alma, aí teremos os sonhos…
 
É bom lembrar que também poderemos resvalar, durante a mesma emancipação, para ambientes sórdidos, da Terra mesma ou do Invisível, conforme o nosso estado mental, moral e vibratório, e ali convivermos numa sociedade perniciosa, absolutamente inconveniente ao nosso bem-estar moral e espiritual. 
 
Se tais arrastamentos não forem vencidos pela nossa vontade, poderemos, ao fim de algum tempo, adquirir obsessões que variam do completo domínio da nossa mente, pelos obsessores, até a aquisição de vícios e arrastamentos torpes, que nos poderão desgraçar.
 
Todos esses acontecimentos deixarão atestados em nossas vibrações: ao despertarmos, estaremos tranqüilos, esperançados, reanimados para o bem e para o trabalho em prol do progresso, se alçamos às regiões educativas do Invisível; ou nos sentiremos deprimidos ou irritados, angustiados e ineptos, se nos rebaixamos a convivências perniciosas dos ambientes maus. 
 
Não confundir, no entanto, estados patológicos do esgotamento físico, que também nos farão despertar, pela manhã, completamente indispostos para a boa marcha da vida, com as observações acima expostas. Outrossim, a convivência espiritual má, durante o sono, poderá arrastar-nos a depressões generalizadas, redundando em enfermidades e até em obsessão, possivelmente, em suicídio.
 
Nossa personalidade é rica de poderes e possibilidades. Vale a pena, então, estudarmos a nós mesmos a fim de melhor nos conhecer, tratando de nos reeducar consoante as leis do bem e do equilíbrio moral e emocional. 
 
Oremos e vigiemos, fazendo por onde nos recomendar à assistência protetora dos Guias Espirituais, a fim de que os momentos do nosso sono se tornem em ensejos felizes para instrução, progresso, saúde e alegria para nós próprios. 
Fonte:
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