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Umbral

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A QUESTÃO RELIGIOSA NO ESPIRITISMO

 

 
Atendendo à solicitação do coordenador do Espirit Book, Henrique Ventura Regis, pretendo expor aqui, de modo sintético e amparado no pensamento de Allan Kardec, o que penso sobre a chamada questão religiosa no movimento espírita.

 

 

 

 

 

Afinal, o Espiritismo é ou não é religião? Tema complexo, apaixonante, tão antigo quanto o Espiritismo, tornou-se recorrente e motivo de discórdia, de cisão e de posturas sectárias. Tanto que, nos anos 1980, o movimento espírita se viu dividido entre duas posições antagônicas, a dos espíritas religiosos e a dos não-religiosos. Ruptura semelhante à que ocorreu entre os espíritas místicos e os espíritas científicos, no Brasil do século 19. Essa divisão ainda prossegue, sem que possamos vislumbrar algum tipo de consenso.

 

 

 

 

 

Todavia, ninguém melhor do que o fundador do Espiritismo para defini-lo. E ele o fez diversas vezes, em vários momentos de sua obra. Apesar da evidente vinculação doutrinária ao cristianismo, Allan Kardec rechaçou de modo veemente o suposto caráter religioso do Espiritismo e condenou o uso da palavra religião para classifica-lo, devido ao seu duplo sentido: de laço e de culto.

 

 

 

Quem primeiro levantou esse tema foi o Abade Chesnel, ao considerar que havia “uma nova religião em Paris”, que deveria ser combatida e reprimida. Através da Revista Espírita, Kardec rebateu a tese do Abade, também expondo-a de forma didática em O Que é o Espiritismo, no debate com o Padre.

 

 

 

 

 

Allan Kardec insistiu em definir o Espiritismo como uma ciência de observação, de consequências morais, como qualquer ciência ou forma de conhecimento. A seguir, iremos transcrever de suas obras uma série de pensamentos do Druida de Lyon, a fim de observarmos que ele não vacilou nessa questão e sempre procurou deixar claro, de modo bem didático, o que pensava a respeito do caráter e da natureza da doutrina espírita.

 

 

 

 

 

O Que é o Espiritismo
 

 

 

 

“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos e de suas relações com o mundo corporal.” (p. 44)
 

 

“O Espiritismo é, antes de tudo, uma ciência e não se ocupa das questões dogmáticas. Essa ciência tem consequências morais, como todas as ciências filosóficas.” (p. 102)
 

 

“O seu verdadeiro caráter é, portanto, o de uma ciência e não o de uma religião.” (p. 103)
 

 

“O Espiritismo conta entre os seus partidários homens de todas as crenças, que nem por isso renunciam às suas convicções: católicos fervorosos, protestantes, judeus, muçulmanos, e até budistas e hindus.” (p. 103)
 

 

“O Espiritismo não era mais que simples doutrina filosófica; foi a própria Igreja que o proclamou como nova religião.” (p. 100)
 

 

“Não somos ateus, porém não implica isso que sejamos protestantes.” (p. 104)
 

 

Só “existem duas coisas no Espiritismo: a parte experimental das manifestações e a doutrina filosófica.” (p. 95)
 

 

“Sem ser em si mesmo uma religião, o Espiritismo está ligado essencialmente às idéias religiosas.” (p. 116)
 

 

 

 

A Gênese

 

 

 

“É, pois, rigorosamente exato dizer que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação.” (p. 20)
 

 

“O Espiritismo é uma revelação (…) na acepção científica da palavra.” (p. 19)
 

 

“O Livro dos Espíritos, a primeira obra que levou o Espiritismo a ser considerado de um ponto de vista filosófico, pela dedução das consequências morais dos fatos.” (p. 40 – Nota de rodapé)
 

 

“As religiões hão sido sempre instrumentos de dominação.” (p. 17)
 

 

 

 

O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples

 

 

 

“Do ponto de vista religioso, o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões.” (p. 27)
 

 

“Homens de todas as castas, de todas as seitas, de todas as cores, sois todos irmãos.” (p. 39)
 

 

 

 

Há dezenas de outras afirmações de Allan Kardec que poderiam ser aqui citadas, mas não seriam suficientes para fechar a questão. Há fatores antropológicos, sociológicos, psicológicos e históricos a serem contemplados. Estudos recentes no campo da antropologia social demonstram o caráter religioso do Espiritismo brasileiro. O Espiritismo é uma religião, uma forma de culto, foi assim que ele se desenvolveu historicamente. Não há como negar.

 

 

 

Pensadores espíritas de grande envergadura, como Carlos Imbassahy e Herculano Pires, admitiram o caráter religioso do Espiritismo, como uma doutrina de tríplice aspecto (ciência, filosofia e religião), idéia semelhante ao “triângulo de forças espirituais” do espírito Emmanuel.

 

 

 

Apoiado na conceituação do filósofo francês Henri Bergson, Herculano desenvolveu uma interessante tese da religião como fator natural, dinâmica, a chamada religião natural, em uma conceituação próxima à do iluminista francês Rousseau e do pedagogo suíço Pestalozzi, mestre de Rivail.

 

 

 

Por sua vez, pensadores espíritas outros como David Grossvater, Jon Aizpúrua, Jaci Regis e Krishnamurti de Carvalho Dias, apoiados no humanismo kardequiano e no laicismo espírita, conduziram seu pensamento rumo a uma concepção laica, não-religiosa do Espiritismo. O segmento não-religioso é minoria, mas bastante expressivo, dinâmico, aberto ao debate e às novas idéias.

 

 

 

Na dúvida, ficamos com Allan Kardec. Como vimos, ele rechaçou a idéia de uma religião espírita. Rejeitou a palavra religião para definir o Espiritismo. Não há como negar esse fato.

 

 

 

Afinal, quem estará com a razão? Difícil dizer. O tempo dirá…

 

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Sobre o sofrimento, a realidade e os valores – II

 
(Continuação)
Ora, é certo e sabido que em situações adversas a fé entra em acção. Ela transforma-se, não em acto livre de crer, mas em mecanismo reactivo, uma resposta contra a prisão “perpétua” em que encerraram toda agente. A fé deixa de ser um meio de o indivíduo lutar pelo bem e elevar-se, para ser a crença de que, no para lá, seja lá onde for, a felicidade espera-o. E é este o pensamento que interessa aos que governam, que dessa forma têm o caminho aberto e livre para criar mais sofrimento. Dito de outro modo, se parte significativa do que comemos já não vem directamente da Natureza, o sofrimento está a ser igualmente criado em estufa.

Estamos a viver num aviário gigantesco, carne para consumo de processus de aculturação que nos impelem a apresentações de sofrimento que se sobrepõem às nossas. Exemplo: uma coisa é um indivíduo querer publicar uma obra literária, mas, mercê das suas ocupações com um familiar doente, não ter a disponibilidade necessária para o fazer; bem diferente é querer publicar o dito trabalho mas não o fazer porque, à sua frente, estão as obras fúteis de todos os que pertencem às amizades do editor.

Estávamos habituados a que o sofrimento fosse o meu sofrimento, não o de outro, a minha relação com o meu estado d´alma; uma relação de posse, de intransmissibilidade e intransitividade, e nisto consistia a sua universalidade: ser tanto mais geral quanto mais se particulariza em cada indivíduo. Hoje, continua a haver universalidade, já não como o conjunto dos indivíduos mas como massa anónima de gente que se pretende à deriva, perdida e confusa, e à qual se dá todo o tipo de possibilidades para pensar a sua fé inconsequente, verdadeiras aberrações que em nada contribuem para o progresso da Humanidade. Todos se tornaram expectantes de uma vida melhor no para lá, ou de um castigo mágico para os maus ainda cá deste lado.

Associar o sofrimento à evolução pode ter as suas vantagens, se com isso querermos dizer que o progresso tem os seus escolhos. Porém, eles não podem ser tidos como elementos do sofrimento. Pelo contrário, são móbeis fundamentais ao processo de investigação. As evidências são por demais perigosas e os escolhos despertam a inteligência para o mais recôndito.

A nossa evolução é, por isso, antes de tudo, uma acção da vontade livre à qual está subjacente uma pré-disposição. Nascemos portadores de mecanismos que nos direccionam para áreas de interesses. Ora, o sofrimento surge quando, exteriores a nós, ou mesmo por nosso intermédio, em resultado da nossa ignorância, outros factores se sobrepõem impeditivos de conscretizar o que naturalmente nos está traçado. Porém, não se confunda tais factores com a noção psicológica de frustração. Esta não se resume apenas à figura paterna ou materna castradora que impede o filho de realizar um desejo; ela consiste igualmente numa barreira do próprio indivíduo impedindo-o de concretizar tarefas, o que, uma vez tratado, remete-o para a efectivação dos seus objectivos. Pelo contrário, os factores externos impeditivos são um conjunto de múltiplas acções, que mercê do seu poder incomensurável, condicionam o indivíduo de forma definitiva, levando-o a agir contra si mesmo e que o impedem de realizar aquilo para que estava vocacionado.

Há que compreender que evoluir é uma decisão que se toma e que fica para sempre. Ninguém decide que vai evoluir durante um mês ou um ano. Trata-se de um querer desmesurado, sem limite, sem ponto de chegada pois está em permanente acontecer e onde é sempre possível acrescentar mais um.

Por consequência, crescer significa aumentar responsabilidades, desenvolver aptidões, partilhar com maior equidade, contribuir conscientemente para o progresso da sociedade. Como fazê-lo numa cama de hospital, que projectos num país onde, pela fome, a esperança média de vida vai apenas até aos 40 anos de idade? Como pensar a longo prazo? Como idealizar uma vida melhor para os filhos? Que educação lhes facultar? Que fé, que oração, que forma de crença, que disponibilidade para as actividades espirituais na miséria, na falta do mais elementar, do mais básico?

A religião, a ética, a política e tudo o mais com que nos ocupamos quotidianamente é assunto de gente de barriga cheia. Quando cheio de fome, tudo se resume a colmatá-la. Condenar um ladrão que assaltou um banco é uma coisa, condenar alguém que furta um pão para comer é outra bem diferente. Víctor Hugo, esse espírita convicto, percebeu-o com singular lucidez: a universalidade da Lei tem que ser justamente aplicável à singularidade do indivíduo. Os Miseráveis mostram-nos até onde pode ir um homem, quando injustamente acusado de ter cometido um acto perigoso, movido apenas pela fome.

Em suma, bem mais que a indústria farmacêutica e o negócio das armas, para além do tráfico de droga e todo o tipo de produtos comercializados no mercado negro, o sofrimento supera, e muito, todo esse mundo do ilícito.

Primeiro porque é um negócio legal, ainda que tudo o que lhe seja paralelo possa não o ser; segundo porque não escolhe ninguém. Toda a gente tem o seu sofrimento, em todas as idades, em todas as classes sociais, em todos os sectores da vida. É uma espécie de praga sem antídoto que atravessa continentes, estruturas sociais e políticas. Não conhece raças, etnias, vai para além do factor religioso, da fé. Não tem que ver com a conduta da vida. Gente boa e má sofre de forma idêntica: assassinos, ladrões e gente honrada. Ética, moral, educação, arte, ciência, cultura são-lhe indiferentes. Todos, absolutamente todos estão no mesmo barco. Porquê? Como explicar este mistério?

Se tomarmos em consideração que o mundo cresce para um contencioso com quem trabalha, que a mão-de-obra está cada vez mais dispensável e barata, que se abafa todos os dias a força de quem tem nas mãos a riqueza e o garante de sobrevivência de um país, que são criados todos os meios para desenvolver a insegurança e com ela a crescente fragilização do ser humano em todos os parâmetros e em todas as estruturas básicas, então temos que concluir que estão criadas as condições para manter e aumentar o sofrimento dos povos. Condenando-os ao silêncio, mas criando a ilusão de que são livres de pensar e opinar, a autodeterminação nunca foi tão posta em causa, pois que a interferência nas políticas internas tornou-se o prato do dia.

E como há compradores para tudo, ou consumidores de todos os gostos, também há quem goste de consumir sofrimento. É muito fácil. A imagem de Jesus crucificado deve ser das figuras mais vendidas do mundo. Um instrumento de tortura, Jesus no clímax do sofrimento, a cabeça pendente, a sangrar e com o olhar vítrico tornou-se no grande embaixador da salvação. Trazê-la pendurada ao pescoço, ou fazer dela instrumento de adorno em casa, ou trazê-la como amuleto no automóvel, a cruz, com ou sem Jesus, é dos maiores instrumentos do medo, do sofrimento, bem como de antagonismo à livre expansão do pensamento do crente.

Cada vez mais procurado, o sofrimento é matéria fácil de políticos sem escrúpulos, dos líderes religiosos fanáticos, da publicidade enganosa, de organizações fantasma tais como agências matrimoniais, centros de convívio para conhecer pessoas sob o pretexto de cultivar e desenvolver padrões de socialização e quebrar o isolamento. E estes são os aspectos mais soft. Aumentar o fosso entre ricos e pobres, ver gente a enriquecer à custa do ilícito, criar, por meio de mecanismos psicológicos manipuladores, o aliciamento e a consequente angústia por não poder comprar algum conforto a que, legitimamente, todo o ser humano tem direito é tornar a vida em tortura e cujo objectivo, dos fracos, é viver uma vida sofrível e descurar, por consequência lógica, o seu importante papel de ser mensageiro de uma pequena luz ao fundo do túnel.

No conjunto, é um punhado de gente das trevas a viver à custa de quem precisa de uma resposta para os seus problemas, uma mão amiga, uma ajuda eficaz, mas também de quem quer mostrar o seu valor e fazer alguma coisa pelo outro. É certo que não há uma resposta definitiva, como nada de definitivo existe neste mundo, mas é a resposta possível, a mais viável para um determinado momento; é aquilo que se precisa de ouvir ou fazer naquela hora.

É facto que o Homem é um ser de problema, mas é simultaneamente um ser de resoluções. Num mundo onde os animais são tão mal tratados e ainda trabalham, não conhecemos que os mesmos se tenham organizado em associações contra os maus tratos dos humanos. Assim, se estes não aprenderem a utilizar a inteligência em seu favor, se não a aplicarem no alívio do sofrimento, cada um de per si e em prol de todos, então em nada serão superiores aos animais.

Fonte: http://www.forumespirita.net

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Observações sobre o planejamento da reencarnação

 
A duração de uma existência corporal, a profissão a ser desempenhada, a família, os ascendentes, os descendentes, as provas de natureza material, as provas morais, eis tópicos que formam, como sabemos, o planejamento da reencarnação de um Espírito, fato que não deveria causar surpresa alguma, uma vez que em nossas relações cotidianas o ato de planejar há muito passou a ocupar um lugar importante.
A família decidiu, por exemplo, passar o mês de férias no litoral catarinense. Onde ficarão seus componentes? Usarão um imóvel alugado ou emprestado? Em que dia partirão? Irão de carro ou de avião? Quando ocorrerá a volta? Há recursos financeiros suficientes? No local do veraneio existem bancos? Chove ali nessa época do ano? Se chover, costuma fazer frio?
Todas as perguntas apresentadas e as respectivas respostas compõem um rol que nada mais é do que o plano de férias. E note o leitor que se trata de uma simples viagem que durará talvez menos de 30 dias!
A reencarnação é, ao contrário disso, uma longa viagem cujo objetivo não é, como no exemplo mencionado, curtir férias. Trata-se de algo mais profundo, com metas psicológicas e objetivos complexos, que envolvem um grupo grande de pessoas cujos destinos estão, por assim dizer, entrelaçados.
André Luiz relata num de seus livros o caso de uma família bem simples, casal e quatro filhos, que de repente passou a enfrentar uma dura provação com o falecimento por suicídio do chefe da casa. Como os suicídios não fazem parte de nenhuma programação, a evasão daquele pai causou uma dificuldade inesperada para a esposa e as crianças, o que tornou necessária para aquelas pessoas a revisão do programa, ou seja, uma reprogramação.
Fatos assim ocorrem no dia-a-dia de nossas existências. O veículo que nos transportava sofreu uma pane. Perdeu-se, assim, a conexão com o voo programado e, a partir daí, uma sucessão de problemas que exigirão, por sua vez, a revisão do plano antes estabelecido.
Quando viemos para Londrina, aos 18 anos de idade, nosso objetivo era um só: cursar a Faculdade de Matemática. Saímos de Minas Gerais com esse propósito, que constituía, à época, o sonho de nossa vida. Para tanto, pedimos demissão do emprego, deixamos as aulas no colégio da cidade e viajamos para um lugar que não conhecíamos, situado a mais de 1.100 km de nossa cidade natal.
Chegamos em um domingo. No dia seguinte, fomos à Faculdade para nos inscrevermos no vestibular. Ocorre que não existia Faculdade de Matemática em Londrina, nem em localidade alguma situada num raio de 150 km. A mais próxima ficava em Jacarezinho. Nosso irmão, com quem viemos morar, se havia equivocado e, por causa disso, passou-nos uma informação inexata.
A vontade, em face da frustração, foi voltar imediatamente. Mas acabamos ficando, cursamos outra faculdade e, com o passar dos anos, entendemos que tínhamos de vir para Londrina e só viríamos assim, seduzido por um sonho que não se realizou mas deu lugar a outro que, sem dúvida alguma, estava previsto na chamada programação reencarnatória.
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A FORMA DOS ESPÍRITOS…

Os Espíritos têm forma determinada, limitada e constante?

“Para vós, não; para nós, sim. O Espírito é se quiserdes uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea.”

– Essa chama ou centelha tem cor?

“Tem uma coloração que, para vós, vai do colorido escuro e opaco a uma cor brilhante, qual a do rubi, conforme o Espírito é mais ou menos puro.”

Representam-se de ordinário os gênios com uma chama ou estrela na fronte. É uma alegoria, que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Colocam-na no alto da cabeça, porque aí está a sede da inteligência.

– Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço?

“Sim, mas fazem-no com a rapidez do pensamento.”

 – O pensamento não é a própria alma que se transporta?

“Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo.”

– O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é subitamente transportado ao lugar onde quer ir?

“Dá-se uma e outra coisa. O Espírito pode perfeitamente, se o quiser, inteirar-se da distância que percorre, mas também essa distância pode desaparecer completamente, dependendo isso da sua vontade, bem como da sua natureza mais ou menos depurada.”

– A matéria opõe obstáculo ao Espírito?

“Nenhum; eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis.”

– Têm os Espíritos o dom da ubiqüidade? Por outras palavras: um Espírito pode dividir-se, ou existir em muitos pontos ao mesmo tempo?

“Não pode haver divisão de um mesmo Espírito; mas, cada um é um centro que irradia para diversos lados. Isso é que faz parecer estar um Espírito em muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o Sol? É um somente. No entanto, irradia em todos os sentidos e leva muito longe os seus raios. Contudo, não se divide.”

 – Todos os Espíritos irradiam com igual força?

“Longe disso. Essa força depende do grau de pureza de cada um.”

Cada Espírito é uma unidade indivisível, mas cada um pode lançar seus pensamentos para diversos lados, sem que se fracione para tal efeito. Nesse sentido unicamente é que se deve entender o dom da ubiqüidade atribuído aos Espíritos. Dá-se com eles o que se dá com uma centelha, que projeta longe a sua claridade e pode ser percebida de todos os pontos do horizonte; ou, ainda, o que se dá com um homem que, sem mudar de lugar e sem se fracionar, transmite ordens, sinais e movimento a diferentes pontos.

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